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Cinema

Warner trai assinantes da HBO Max e coloca desenhos da DC na Amazon

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Em mais uma decisão questionável de David Zaslav à frente da Warner Bros. Discovery, animações da DC Comics (que pertence ao conglomerado) devem migrar da HBO Max para o Prime Video. Ou seja, a plataforma de streaming está oferecendo um de seus principais produtos para a concorrência na tentativa de aumentar os lucros.

A informação foi revelada por Channing Dungey, chefe do estúdio de televisão da Warner Bros., durante a Content London, uma das principais feiras globais de conteúdo audiovisual. A executiva afirmou que está muito próxima de fechar um acordo com a Amazon para a produção de animações relacionadas aos heróis da DC –vale lembrar que, nos desenhos, a empresa está muito à frente da Marvel.

Segundo Channing, a ideia da Warner Bros. é explorar o conteúdo da DC em diferentes plataformas –inclusive a HBO Max, que atualmente contém boa parte das produções animadas da empresa. “Com animações, nós costumávamos manter tudo internamente, mas agora vamos fazer com outras plataformas. A HBO Max vai ser a primeira parada, mas estamos prestes a fechar um grande acordo com a Amazon”, revelou.

Com as animações da DC, o Prime Video continua a comer pelas beiradas em atrações grandiosas de super-heróis. Há duas semanas, o streaming da Amazon fechou um contrato com a Sony para produzir séries live-action situadas no universo do Homem-Aranha –cujos direitos não pertencem à Disney. A primeira delas, já em desenvolvimento, será Silk: Spider Society, focada na heroína Teia de Seda.

A plataforma também faz sucesso mundial com os violentos superpoderosos de The Boys —renovada para a quarta temporada e que ganhará um spin-off com o brasileiro Marco Pigossi— e, no mundo da animação, também conquistou o público com Invencível, baseada nos quadrinhos de Robert Kirkman (o mesmo criador de The Walking Dead).

Já a HBO Max tem tirado da plataforma conteúdo que, segundo David Zaslav, não atingem um público grande o suficiente. A ideia da Warner Bros. Discovery é licenciar essas atrações para outros streamings e faturar em cima delas –mas sem a certeza de que elas serão de fato negociadas ou que o público poderá acompanhá-las na concorrência.

Fonte: uol.com.br

Cinema

“Os Banshees de Inisherin” e os desconfortáveis estágios da solidão

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Com nove indicações ao Oscar 2023, o filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (02)

Imagine acordar um dia e seu melhor amigo dizer que não quer mais sua amizade, nem sequer ouvir a sua voz, sem maiores explicações. Essa é a premissa em que o público é jogado em “Os Banshees de Inisherin”, filme dirigido por Martin McDonagh (“Três Anúncios Para um Crime”), que estreia nesta quinta-feira (02).

O longa que recebeu nove indicações ao Oscar 2023, simboliza o reencontro do diretor com Colin Farrell (“Batman”) e Brendan Gleeson (“O Guarda”). O trio que anteriormente trabalhou junto no excelente “Na Mira do Chefe” (2008), volta a unir forças nessa trágica e, às vezes, cômica história.

No longa, Farell e Gleeson interpretam, respectivamente, Pádraic Súilleabháin e Colm Doherty, dois moradores de uma pacata ilha na Irlanda, que se veêm diante de um impasse: Pádraic quer entender os motivos por trás da decisão e lutar pela amizade, enquanto Colm quer acabar com qualquer elo existente entre eles.

Reprodução: 20th Century Studios Brasil

A confusão que assola Pádraic (Farrell), também chega ao espectador, que se vê em meio a uma briga entre amigos sem compreender nenhum dos lados. Inicialmente parece ser algo sem nexo, mas que ao decorrer da história ganha outro significado ao mostrar questões muito mais complexas. O que antes parecia uma simples desavença se torna o estopim para uma tocante análise sobre a solidão e seus desconfortáveis estágios.

Situado no início do século 20, durante a Guerra Civil Irlandesa, a direção Martin McDonagh se aproveita dos cenários búcólicos e do contexto histórico para mostrar o isolamento deste vilarejo com o restante do mundo. A partir disso, consegue se perceber as inúmeras camadas de uma história que não é sobre uma amizade desfeita, mas sim sobre pessoas que começam a ter conhecimento da banalidade e alienação em que vivem, fazendo com que estes tomem decisões drasticas. 

O primeiro a acordar deste “feitiço” é Colm (Gleeson), sua repentina decisão vem justificada por um desejo de deixar sua marca no mundo. Fazendo uso das intermináveis horas, para compor uma música e quem sabe deixar algum legado. Em contraponto temos Pádraic, um homem simples e, até mesmo ingênuo, que demonstra contentamento por esta vida. O embate entre ambos os personagens e suas diferentes percepções de tempo e espaço, incedeia ainda mais a nossa curiosidade, mostrando o brilho dos atores na entrega de cada fala.

Enquanto Colm se encontra cada vez mais desesperado por essa busca de não ser um mero alguém. Pádraic vive outra desconstrução bastante dolorosa ao longo da trama. A perda da sua inocência e a concientização do vazio emque vive, é algo que machuca e é transmitido com muita sensibilidade por Farell, que se entrega ao roteiro e mostra momentos de desamparo e vulnerabilidade que emocionam. Pádraic não é mais aquele personagem que pode arrancar de você algumas risadas.

os banshees de inishiren
Reprodução: 20th Century Studios Brasil

Essa mudança não é apenas sentida pelos dois protagonistas, mas também por outros moradores da ilha, e é nesse momento que compreende-se o título do filme. Banshee, segundo o folclore irlândes seria um espírito feminino, responsável por anunciar a morte de um indivíduo. Entretanto, essa figura toma outra forma: a própria solidão.

Não iremos ver uma mulher de longos cabelos vermelhos e cujos olhos são vermelhos e inchados em razão de um choro contínuo. Não, aqui o próprio sentimento é o catalizador desse anúncio. Tamanha sensação pode ser igualmente vista atráves de Siobhán (Kerry Condon), irmã de Pádriac, que tem já um vislumbre da realidade e se vê num impasse de sucumbir a ela, ou mudar seu destino. O mesmo pode ser dito Dominic (Kerry Keoghan), o do “bobo do vilarejo” que se afoga, literalmente, nessa sufocante melancólia.

São esses pontos que faz de “Os Banshees de Inisherin” um filme difícil de se digerir quando acaba de se assisti-lo, pois talvez faça o espectador perceber que essa batalha entre Colm e Pádraic exista internamente em cada um de nós.

“Os Banshees de Inisherin” estreia nesta quarta-feira (02) nos cinemas brasileiros.


Para qual lançamento de 2023 você está mais ansioso? Vote em seu filme favorito!

  • “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” (16 de fevereiro)
  • “A Baleia” (23 de fevereiro)
  • “Pânico VI” (9 de março)
  • “Shazam! Fúria dos Deuses” (16 de março)
  • “John Wick 4: Baba Yaga” (23 de março)
  • “Super Mario Bros. O Filme” (30 de março)
  • “Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes” (13 de abril)
  • “Guardiões da Galáxia: Volume 3” (4 de maio)
  • “Velozes & Furiosos 10” (18 de maio)
  • “A Pequena Sereia” (25 de maio)
  • “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” (1º de junho)
  • “The Flash” (16 de junho)
  • “Indiana Jones e o Chamado do Destino” (29 de junho)
  • “Missão Impossível: Acerto de Contas – Parte 1” (13 de julho)
  • “Barbie” (20 de julho)
  • “Oppenheimer” (20 de julho)
  • “Besouro Azul” (17 de agosto)
  • “As Marvels” (27 de julho)
  • “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” (16 de novembro)
  • “Aquaman e o Reino Perdido” (21 de dezembro)

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Fonte: uol.com.br

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Cinema

Mulher-Maravilha aparece em trailer de Shazam! Fúria dos Deuses

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Gal Gadot vive a heroína no cinema

O novo trailer de Shazam! Fúria dos Deuses confirmou a presença da Mulher-Maravilha de Gal Gadot no filme da DC.

Com o marketing sendo iniciado pela Warner Bros em outros países, o trailer japonês mostra algumas cenas inéditas do longa.

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Na marca de 48 segundos, é possível ver a Mulher-Maravilha segurando o cajado de uma das vilãs, enquanto um raio sai dele (via Comic Book Movie).

Vale ressaltar que as vilãs do novo filme são filhas de Atlas, um dos titãs condenados por Zeus na mitologia grega.

Veja o trailer, abaixo.

Mais sobre Shazam! 2

Em Shazam! Fúria dos Deuses, Zachary Levi reprisa o seu papel como Shazam, personagem que também era conhecido como Capitão Marvel em histórias em quadrinhos mais antigas.

Zachary Levi vai retornar ao papel principal, bem como os atores Asher Angel, Jack Dylan Grazer, Grace Fulton, Djimon Hounson, entre outros.

Por sua vez, as atrizes novas que foram escaladas, Helen Mirren, Lucy Liu e Rachel Zegler, viverão as antagonistas do filme.

A direção novamente é de David F. Sandberg, enquanto o roteiro é de Chris Morgan, conhecido pela franquia Velozes e Furiosos.

Shazam! Fúria dos Deuses (Shazam! 2) estreia no Brasil em 16 de março.

Shazam! está disponível na HBO Max.


Fonte: uol.com.br

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Cinema

‘Batem à Porta’: Shyamalan tenta recuperar o ouro de ‘O Sexto Sentido’ – 02/02/2023

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M. Night Shyamalan é um dos poucos diretores que operam de forma independente, mesmo lançando filmes por grandes estúdios. O motivo é um só: cada trabalho novo é acompanhado pela expectativa de recapturar o gênio na garrafa que foi “O Sexto Sentido”, um fenômeno de bilheteria que em 1999 cravou sua marca na cultura pop.

“Batem à Porta” segue a mesma linha que se tornou assinatura do cineasta. É um suspense carregado menos pela trama e mais pelos personagens, que antevê uma reviravolta em seu clímax. É também o segundo filme de Shyamalan, depois de “Tempo”, que não segue um roteiro original, e sim a adaptação de outra obra.

O casal Eric (Jonathan Groff) e Andrew (Ben Aldridge) leva sua filha adotiva de 7 anos, Wen (Kristen Cui), para uma temporada de férias em uma cabana na floresta. O idílio é rompido pela chegada de quatro estranhos, liderados por Leonard (Dave Bautista), que dizem estar cumprindo uma missão: a família precisa escolher um de seus membros como sacrifício ou o mundo vai acabar.

É inegável a habilidade de Shyamalan em extrair o máximo de suspense de uma permissão tão tênue. O elenco superlativo ajuda a “vender” o conceito, e não raro o filme levanta a dúvida se os visitantes são um quarteto de lunáticos ou se os desastres então mostrados na TV são de fato o prenúncio do apocalipse.

Essa montanha-russa narrativa seria mais eficiente se tivesse sido mais acentuada. Tramas paralelas, como Andrew reconhecendo um dos intrusos (interpretado por Rupert Grint) como um homofóbico que o atacou uma década antes, não adicionam nenhum tempero à história.

O diretor M. Night Shyamalan confere a câmera no set de ‘Batem à Porta’

Imagem: Universal

Há de se admirar, entretanto, a insistência do diretor em navegar o atual cenário do cinema pop, dominado por marcas, espetáculos e propriedades intelectuais, com um filme de menor escala. Enquanto seu trabalho, ao menos desde seu respiro recente com “A Visita” (2015), seguir com produções modestas que rendem dez vezes seu orçamento, quem banca a conta não tem motivos para não esperar um novo “O Sexto Sentido”.

“Batem à Porta” ainda não é este filme. Embora seja bom entretenimento, falta a ele o tipo de impacto que o eleve acima de um thriller eficiente. A tensão está lá, aliada à mão firme de Shyamalan. Mas lhe falta um clímax mais corajoso. É um trabalho sujo mais alguém tem de fazê-lo: o final do livro é melhor.


Fonte: uol.com.br

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