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Uma mesa, uma banheira, uma chaminé: repórter mostra o que sobrou de casa em cidade devastada pelo fogo na Califórnia

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Incêndios no estado americano já deixaram 59 mortos; autoridades trabalham para tentar identificar vítimas em meio aos escombros.

Em Paradise, a cidade californiana de 26 mil habitantes que foi devastada pelo fogo nos últimos dias, o pouco que sobrou de uma das muitas casas destruídas na localidade dá uma ideia da violência das chamas: além de uma mesa, uma banheira e uma lareira com sua chaminé, não sobrou praticamente nada .

Os incêndios que continuam assolando a Califórnia já deixaram 59 mortos, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades, que aumentam seus esforços para encontrar cerca de 130 pessoas reportadas como desaparecidas.

Carol Hansford, de 83, disse à agência AFP, em Chico, perto de Paradise, que vai desistir. “Já fui evacuada duas vezes, acho que acabou para mim. Não quero mais estar no meio de pinheiros. Perdi tudo. Tínhamos uma casa grande , que eu havia limpado no dia anterior, e, agora, não restam mais do que cinzas”, lamentou.

Origem incerta

A origem dos incêndios não é clara, mas vítimas abriram um processo coletivo em San Francisco contra a empresa de eletricidade local Pacific Gas & Electricity (PG&E). Segundo a denúncia, do advogado Mike Danko, que representa 20 vítimas do Camp Fire, o incêndio pode ter sido causado por “faíscas de solda” sobre uma linha de alta tensão da empresa. A PG&E negou qualquer responsabilidade.

“Restos de oito novas vítimas foram encontrados” nesta quarta-feira (14) em Paradise, anunciou o xerife Kory Honea em entrevista coletiva, durante a qual também anunciou a chegada de material para acelerar a análise genética.

“A partir de amanhã, todos que acharem que um membro de sua família morreu podem vir deixar uma amostra de DNA”, disse o xerife, acrescentando que, no momento, a prioridade e a busca por vítimas do chamado “Camp Fire”, incêndio florestal mais letal da história da Califórnia.

Os efetivos dedicados à tarefa já somam 461 pessoas, auxiliadas por 22 cães especializados na busca por restos humanos.

Policiais já conseguiram localizar mais de 200 pessoas, assinalou o xerife. Na tarde de ontem, cerca de 130 nomes continuavam na lista de desaparecidos, principalmente idosos que moravam em Paradise.

Centenas de quilômetros ao sul, perto de Los Angeles, o “Woolsey Fire” já fez arder quase 40 mil hectares, deixando três mortos. O fogo foi declarado ali na semana passada, como no norte, e se espalhou rapidamente, afetando o célebre balneário de Malibu, onde foram levantadas ontem as ordens de evacuação para algumas regiões.

Mapa mostra incêndios ativos na Califórnia — Foto: Juliane Monteiro/G1

Mapa mostra incêndios ativos na Califórnia — Foto: Juliane Monteiro/G1

Uma maratona

O presidente Donald Trump expressou seu apoio aos californianos no Twitter. Mas, no sábado passado provocou polêmica ao acusar o estado da Califórnia de má gestão florestal em áreas que, em sua maioria, estão sob controle federal.

“Paradise estava bem preparada para este tipo de emergência, mas este incêndio foi sem precedentes, resistente, e muita gente ficou presa”, apesar das ordens de evacuação, declarou o governador da Califórnia, o democrata Jerry Brown, que se reuniu com vítimas e efetivos mobilizados na região.

Os bombeiros californianos receberam uma ajuda importante pelo ar, mas o fogo continuava avançando. No norte do estado, não está prevista chuva até o final da próxima semana.

Autoridades locais também emitiram um alerta de poluição do ar devido aos incêndios. Muitas ordens de evacuação continuam em vigor, e não devem ser levantadas por semanas.

As famílias cujas casas foram incendiadas ainda não podem retornar. “É uma maratona, não um sprint, mas temos que trabalhar todos juntos na reconstrução”, declarou Mark Ghilarducci, do serviço de emergências da Califórnia.

Animais resgatados após incêndio na Califórnia. — Foto: Divulgação/ Facebook

Animais resgatados após incêndio na Califórnia. — Foto: Divulgação/ Facebook

Destruição em Paradise, Califórnia — Foto: Terray Sylvester / Reuters

Destruição em Paradise, Califórnia — Foto: Terray Sylvester / Reuters

Aeronave ajuda no combate a incêndio Woolsey, que atinge o sul da Califórnia, no domingo (11) — Foto: Eric Thayer/ Reuters

Aeronave ajuda no combate a incêndio Woolsey, que atinge o sul da Califórnia, no domingo (11) — Foto: Eric Thayer/ Reuters

Fonte:Felipe Santana, TV Globo

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Europa tem mais de 400 mil mortes por Covid-19, diz agência

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Foto de 19 de novembro de 2020, mostra médico italiano mexendo em testes de Covid-19 em escola de Palermo, no sul do país — Foto: Militello Mirto/LaPresse via AP

Balanço divulgado pela France Presse neste sábado (28) mostra que marca foi atingida no momento em que diversos países do continente flexibilizam restrições.

A Europa, segunda região do mundo mais afetada pela pandemia, superou neste sábado (28) 400 mil mortes provocadas por Covid-19. A marca foi atingida no momento em vários países flexibilizam as restrições para tentar voltar à normalidade até o Natal.

Segundo um balanço atualizado pela AFP na manhã deste sábado, com base em dados oficiais dos países, a Europa registra desde o início da pandemia 401.516 óbitos (e 17.634.090 contágios), atrás da América Latina (444.036 mortes e 12.825.611 casos).

Nos últimos sete dias, o continente registrou mais de 36 mil mortes, o balanço mais grave em uma semana desde o início da pandemia, no começo do ano.

No total, dois terços dos óbitos na região aconteceram no Reino Unido (57.551), Itália (53.677), França (51.914), Espanha (44.668) e Rússia (39.068).

Apesar dos números, preocupantes em seu conjunto, a situação melhorou na maioria dos países, que parecem ter superado o pico da segunda onda.

Neste sábado, os estabelecimentos comerciais reabriram as portas na França e Polônia, com protocolos rígidos de saúde, que incluem a limitação do número de clientes nas lojas, por exemplo.

Nas famosas Galeries Lafayette de Paris, um grande centro comercial da cidade, as portas abriram às 10h, e os vendedores receberam os primeiros clientes com aplausos.

“Prefiro evitar a internet, vou comprar as coisas nas lojas. Precisam de nós”, disse Anne Dubois, uma das primeiras clientes a entrar.

Irlandeses e belgas terão que esperar até terça-feira (1º), para retornar às lojas.

“Os esforços e os sacrifícios de todos funcionaram e salvamos vidas”, afirmou o primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin.

Longos meses de inverno

Na Alemanha, as restrições talvez prossigam até a primavera do hemisfério norte (ou seja, outono no Brasil), advertiu neste sábado o ministro da Economia, Peter Altmaier.

“Temos três ou quatro longos meses de inverno pela frente. Tudo dependerá da chegada das vacinas, mas é possível que as restrições sejam prolongadas durante os primeiros meses de 2021”, disse ele ao jornal “Die Welt”.

A Alemanha, considerada durante a primeira onda um exemplo de gestão, foi atingida com força pela segunda e registra mais de 15,5 mil mortes por Covid-19.

No Reino Unido, Gales vai reforçar as restrições nos pubs e restaurantes antes do Natal. Na Inglaterra, incluindo Londres, os 56 milhões de habitantes continuarão vivendo sob importantes restrições quando o segundo confinamento terminar ao final da próxima semana.

Na capital britânica, houve protestos neste sábado contra as restrições e a polícia prendeu mais de 60 pessoas.

Centenas protestavam contra as medidas, gritando “liberdade” e exibindo cartazes que diziam “parem de nos controlar”. Algumas destas manifestações foram marcadas por incidentes.

Em uma tentativa de contornar as restrições impostas pelo governo, alguns comerciantes britânicos utilizam a Carta Magna, texto fundador da democracia moderna, como justificativa para permanecerem abertos, apesar da discordância da polícia.

Por exemplo, Sinead Quinn, cabeleireira de Bradford, norte do país, que invocou a Carta Magna para se opor ao fechamento de seu negócio durante o confinamento e já recebeu multas no valor de 17 mil libras (US$ 22 mil).

“Não estou violando nenhuma lei. Administro meu negócio com base no direito comum”, afirma em um vídeo publicado nas redes sociais.

Recorde de contágios no México

Em todo o mundo foram registrados oficialmente mais de 60 milhões de casos de Covid-19 desde o início da pandemia, com mais de 1,4 milhão de mortes.

Do outro lado do Atlântico, na América Latina, o México registrou nesta sexta-feira (27) 12.081 novos casos de Covid-19, um recorde, que eleva o total de contágios a 1.090.675.

Nas últimas 24 horas o país contabilizou 631 mortes e agora o balanço total é de 104.873 vítimas fatais.

Há “um novo aumento [dos contágios], aqui há um alerta detectado” nas últimas duas semanas, disse em entrevista coletiva Ricardo Cortés, diretor-geral de promoção da saúde.

O Peru prorrogou por 90 dias, até o início de março de 2021, o estado de emergência sanitário pela pandemia, mas o governo flexibilizou algumas restrições após a redução, lenta mas constante, de contágios e mortes.

Com 33 milhões de habitantes, o país registra 35.780 óbitos por Covid-19, a segunda maior taxa de mortalidade do mundo na proporção à população.

Em toda a América Latina, já foram registrados 444.036 mortos pela Covid-19 e mais de 12,8 milhões de contágios, segundo cifras oficiais.

Nos Estados Unidos, país com o maior número de mortes (264.866), a situação de saúde fez com que a Black Friday, dia das grandes ofertas no comércio, não registrasse multidões nas lojas.

Mas as vendas pela internet explodiram e atingiram US$ 6,2 milhões por minuto nesta sexta, para o total de 4,5 bilhões de dólares no dia.

Em Los Angeles, as autoridades decidiram proibir, a partir de segunda-feira (30), e por pelo menos três semanas as reuniões públicas e privadas, exceto as motivadas por fins religiosos ou de protesto, para frear o avanço da Covid-19. A cidade registra a média de 4,5 mil novos casos diários da doença.

Na Índia, o segundo país mais afetado pela pandemia depois dos Estados Unidos, e que superará os 10 milhões de casos no começo de dezembro, o maior fabricante de vacinas por volume, o Serum Institute of India, informou neste sábado que pedirá uma licença de emergência para uma vacina contra o novo coronavírus dentro de duas semanas.


A gigante sediada em Pune poderá produzir, a partir do começo de 2021, pelo menos 100 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Astrazeneca e a Universidade de Oxford.

Fonte: France Presse no g1.globo.com

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