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Trump insinua que mulheres que acusam indicado à Suprema Corte estariam mentindo

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Em coletiva, presidente admitiu que poderia retirar nomeação de Brett Kavanaugh caso seja convencido por depoimentos de mulheres que o acusam de comportamento sexual abusivo. Mais de uma vez, porém, ele defendeu juiz e disse que caso é ‘golpe’ armado pelos democratas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a insinuar nesta quarta-feira (26) que as mulheres que acusam seu indicado à Corte Suprema, o juiz Brett Kavanaugh, de comportamento sexualmente abusivo estão mentindo.

Em uma entrevista coletiva, Trump foi perguntado ao menos duas vezes se considerava as três mulheres mentirosas. Na primeira vez ele disse “sim”, mas da segunda, ao ser questionado por uma repórter mulher, não foi tão direto: “não posso dizer até ouvi-las. A terceira eu nem sei o que disse, estive muito ocupado, mas sei que o advogado dela é o pior tipo de pessoa. As outras não sei, vou ouvir o testemunho delas. É possível que elas sejam convincentes”.

O presidente chegou, inclusive, a admitir que poderia desistir da nomeação caso seja convencido de que as acusações sejam verdadeiras. “Eu sempre posso ser convencido”, disse. “Se eu considerar que ele é culpado de algo sim, com certeza. Eu quero ver. Eu quero observar”.

Por diversas vezes, porém, ele afirmou que Kavanaugh é “um dos melhores homens que já conheceu” e que as acusações são uma manobra dos democratas para impedir sua nomeação. Também por mais de uma vez, Trump usou o termo “big fat con job” – algo como “golpe grande e gordo” – para se referir ao caso.

Ainda de acordo com o presidente, os democratas “estão rindo” da situação. “Gostaria de colocar uma câmera numa sala fechada com os democratas para gravar eles rindo disso tudo”.

“Se trouxesse George Washington aqui, os democratas seriam contra, votariam contra, tenho certeza”.

Mesmo assim, ele afirmou acreditar que alguns senadores democratas irão acabar votando pela nomeação de Kavanaugh.

Trump também foi questionado se seu próprio histórico como acusado de abuso sexual o fazia se posicionar tradicionalmente ao lado de homens acusados de comportamento abusivo e duvidar da palavra das acusadoras.

“Fui acusado por mulheres que receberam muito dinheiro para inventar histórias sobre mim”, afirmou, dizendo-se inocente de suas próprias acusações.

Acusações

A primeira mulher a acusar Kavanaugh, Christine Blasey Ford, professora de Psicologia na Universidade de Palo Alto, na Califórnia, irá testemunhar perante o Comitê Judicial do Senado na quinta-feira, assim como o próprio juiz. Ela afirma que quando ambos estavam no ensino médio, durante uma festa, ele tampou sua boca e tentou tirar sua roupa.

O segundo caso teria acontecido quando juiz estudava na Universidade de Yale e foi denunciado por sua então colega Deborah Ramirez. De acordo com ela, Kavanaugh tirou a roupa, bêbado, durante uma festa em uma residência de estudantes, colocou o pênis em seu rosto e a fez tocá-lo sem seu consentimento, enquanto ela tentava tirá-lo de cima.

Nesta quarta-feira, Julie Swetnick afirmou em um comunicado divulgado por seu advogado que viu o juiz Brett Kavanaugh “ter condutas muito inapropriadas” com outras mulheres durante festas em que estavam presentes na década de 1980. Ela inclusive informou que sofreu um estupro coletivo durante uma das festas em que Kavanaugh estava.

Julie não afirmou explicitamente ter sido estuprada por Kavanuagh, mas diz que o agora juiz “bebia excessivamente e tinha um comportamento fisicamente agressivo em relação às mulheres”, incluindo o fato de que “apalpou e agarrou as meninas sem o consentimento delas”.

Ela diz ainda que soube nos anos 80 que Kavanaugh e um amigo “turbinavam” as bebidas com drogas para fazer as garotas ficarem mais “desinibidas”. E que testemunhou os mesmos dois fazerem meninas ficarem desorientadas para que pudessem sofrer estupros coletivos. Ela ainda diz que se lembra firmemente de que em algumas das festas que frequentava havia filas de garotos na porta de algum quarto à espera de entrar e ter sua vez para abusar de alguma menina que estivesse inconsciente lá dentro. E que Kavanaugh e seu amigo também esperavam na fila.

Com informações do G1

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A aldeia onde eles tiram selfies com múnias

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É um dia de sol quente e pegajoso, como costuma acontecer aqui. Um ancião da aldeia caminha em direção a uma tumba - abrindo a entrada e puxando um caixão vermelho cilíndrico com a ajuda de seus amigos.

Nas montanhas da ilha Indonésia de Sulawesi vive uma tribo que tem uma abordagem totalmente diferente da morte da maioria das pessoas neste planeta. No ritual dos parentes Man’ene desenterram seus parentes mortos, os limpa, tiram selfies com eles e então os devolvem aos seus caixões.

É um dia de sol quente e pegajoso, como costuma acontecer aqui. Um ancião da aldeia caminha em direção a uma tumba – abrindo a entrada e puxando um caixão vermelho cilíndrico com a ajuda de seus amigos.

Ele abre o caixão para revelar o cadáver mumificado de sua mãe.

Os parentes se reúnem em volta e olham com amor enquanto Mama Kristina os encara sem expressão.

Mama Kristina é retirada de seu caixão e cuidadosamente limpa e vestida com roupas novas e limpas. Seu filho segura o cadáver mumificado da mãe em pé e a embaralha para que ela possa olhar a vista sobre os campos de arroz. Ele murmura amorosamente para ela enquanto faz isso.

Ela é apoiada pela casa da família para que sua família possa se conectar com ela novamente. Eles posam ao lado dela – tirando fotos com seus smartphones para postar no Facebook.

“Prezamos o amor dos nossos pais e queremos retribuir”. Explica o filho: “É assim que nos lembramos deles”.

Um segundo caixão é aberto e uma múmia é retirada. É um tio. Eles tiram o pó dele, colocam um cigarro fumegante em sua boca e posam ao lado dele tirando selfies.

múmias indonésias esquisitas
“Ma’nene é sobre nos lembrar de mostrar amor por nossos ancestrais”, explica um ancião. “Talvez eu ainda não tivesse nascido e meus ancestrais tivessem morrido, mas durante esta manene, posso mostrar gratidão a eles, pois teria sido impossível para mim nascer, se não fosse por meus ancestrais.”

Depois de seu tempo em nosso mundo, os cadáveres mumificados são ternamente colocados de volta em seus caixões. Dinheiro e cigarros são colocados ao lado deles. Em seguida, a tampa é fechada e eles são recolocados no lugar de descanso.

A ocasião é uma mistura de alegria e tristeza. Há risos, há lágrimas, tudo banhado em grande afeto e ternura.

Pode ser chocante e difícil de assistir, mas esta ocasião está no cerne do sistema de crenças de Torajan.

Os torajanos não fogem da morte como muitos no Ocidente, eles a consideram o centro de suas vidas. Pois a morte de Torajan não é o fim. Para eles, não há distinção rígida entre os vivos e os mortos. É um continuum gradual – um véu, não uma parede de tijolos.

Quando um parente morre, eles são mantidos em casa por semanas ou até anos. Tratados e falados como se fossem apenas um parente tranquilo e doente. Eles trazem comida e bebida, lavam e até deixam uma tigela no canto como banheiro para eles,

Depois de arrecadar dinheiro suficiente, eles finalmente os enterram em um funeral luxuoso que pode durar uma semana.

Os mortos estão vestidos com suas melhores roupas.

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