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Reforços,experiência e grana curta no Cruzeiro: Marcelo Djian abre o jogo

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Novo diretor de futebol do clube, ex-jogador e ex-empresário, Marcelo Djian comenta possíveis contratações para 2018 e atual momento financeiro da Raposa

Novo diretor de futebol do Cruzeiro, Marcelo Djian conversou com o GloboEsporte.com e abriu o jogo sobre a chegada ao clube. Ele afirma que já havia sido sondado pela Raposa em outras oportunidades, mas que, à época, o acerto não se concretizou. Apesar de assumir a função, no lugar de Klauss Câmara, apenas em 2018, ele estará em BH já na próxima semana para se ambientar e conhecer os planos para a próxima temporada.

– Foi através do Itair (o convite para assumir a direção). Eles já tinham cogitado meu nome algumas vezes. Mas, nunca deu certo, nos últimos dois, três anos. Agora, o Itair me ligou, alguns dias antes da eleição (presidencial), se de repente eu gostaria de estar assumindo como diretor, e eu falei que gostaria sim, que eu já tinha sido convidado outras vezes. A gente conversou e entramos num acordo.

Djian foi jogador do Cruzeiro entre 1997 e 2001, conquistando o Campeonato Mineiro e a Recopa Sul-Americana de 1998. Também foi vice no Brasileiro daquele ano. Em 2000, participou da campanha do título Copa do Brasil. Após pendurar as chuteiras, ele virou representante do Lyon e de outros clubes franceses, além de agenciar alguns jogadores que, inclusive, passaram pela Raposa, como o atacante Wellington Paulista. Com isso, adquiriu experiência no mercado, que pode ajudar o clube em futuras contratações.

– Meu foco principal era a representação do Lyon e também de alguns clubes franceses. Apesar de ter tido alguns jogadores, atualmente eu não tenho. Os poucos que eu tinha eu conversei, falei que estaria mudando, tendo esse novo desafio. Cancelei minha licença de agente, porque não pode existir esse conflito de interesses. Já fiz esse cancelamento na CBF. Vou começar agora com a função de diretor.

Ao lado da filha, Djian acompanhou o jogo entre Palmeiras e Cruzeiro (Foto: Reprodução Instagram)

Ao lado da filha, Djian acompanhou o jogo entre Palmeiras e Cruzeiro (Foto: Reprodução Instagram)

A parte financeira nos principais clubes do país não está muito boa. No Cruzeiro, que tem arrecadação inferior aos times de Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, não é diferente. Mesmo assim, o clube consegue brigar de igual para igual, tendo conquistado o penta da Copa do Brasil e se tornado o maior campeão da competição, ao lado do Grêmio. Djian afirma que buscará alternativas para reforçar ainda mais o grupo para a disputa da Libertadores.

– Eu ainda não sei direito. Também escutei que a situação financeira não é muito boa, mas é você tentar contratar jogadores, tentar achar algum meio, um investidor. Um grande positivo nosso é justamente a Libertadores. Tem jogadores que vão querer vir pro Cruzeiro por causa disso. Temos que buscar recursos para contratar jogadores que venham somar e que sejam decisivos para a disputa da Libertadores, que é sempre uma competição difícil de ser jogada.

Leia a entrevista com Djian na íntegra

Chegada ao Cruzeiro

– Foi através do Itair (o convite para assumir a direção). Eles já tinham cogitado meu nome algumas vezes. Mas, nunca deu certo, nos últimos dois, três anos. Agora, o Itair me ligou, alguns dias antes da eleição (presidencial), se de repente eu gostaria de estar assumindo como diretor, e eu falei que gostaria sim, que eu já tinha sido convidado outros vezes. A gente conversou e entramos num acordo.

Marcelo Djian (direita) foi anunciado como diretor no dia 16 de outubro (Foto: Reprodução/Instagram)

Marcelo Djian (direita) foi anunciado como diretor no dia 16 de outubro (Foto: Reprodução/Instagram)

– Tenhos muitos amigos aí. Em algumas oportunidades, que o Cruzeiro ficou sem diretor, tinha feito trocas, comentaram meu nome, mas nunca tinha ido mais para frente. Desta vez, acabou dando certo e estou indo (risos).

Contratações

– As contratações, só o fato de o Cruzeiro estar na Libertadores, é um fator a mais, que pesa muito para um jogador. Ir para um clube que disputa a Libertadores é diferente de um que não está. O Cruzeiro ter ganho a Copa do Brasil foi essencial. Facilita até na abordagem de jogadores de alto nível virem jogar no Cruzeiro.

– As prioridades são jogadores bons. Se for jogador bom e que a gente consiga trazer, vai ser prioridade. Temos que ver também quem, de repente, saia. Vi que a saída do Sobis está sendo cogitada. Mas não sei se vai ser feita. A saída dele é uma perda grande, aí sim, tem que ser feito uma procura de um nome bom pra isso. Desde que seja jogador bom, que venha para ajudar, e seja de uma posição que o treinador deu ok, vai ser bem-vindo.

Bruno Silva (volante do Botafogo)

– Estou ciente sim. O Itar me falou que é um jogador (Bruno Silva) que o Mano gosta bastante e que já havia pedido já até para o Bruno (Vicintin), Klauss. Mas, por um motivo ou outro, não conseguiu realizar a contratação dele. Mas estou a par sim. Sinceramente, bom, se está acertado, parece que não. Como estou em São Paulo, tenho conversado diariamente com o Itair. Mas, fechado não está.

Bruno Silva está na mira do Cruzeiro (Foto: Vítor Silva / SSPress/Botafogo)

Bruno Silva está na mira do Cruzeiro (Foto: Vítor Silva / SSPress/Botafogo)

Rafinha (lateral-direito do Bayern de Munique)

– Foi um nome que também surgiu (Rafinha). Eu, pelo menos, não entrei em contato. O Itair é quem está tomando frente dessa parte. Em virtude até de eu não estar aí. Ele está tendo um contato maior com o Mano, com a comissão técnica, com o presidente. Sei que foi um nome cogitado, mas não sei como está a contratação.

Rafinha (esquerda) e Ribéry Bayern de Munique título Supercopa da Alemanha (Foto: Reuters)

Rafinha (esquerda) e Ribéry Bayern de Munique título Supercopa da Alemanha (Foto: Reuters)

Condição financeira do Cruzeiro

– Eu ainda não sei direito. Também escutei que a situação financeira não é muito boa, mas é você tentar contratar jogadores, tentar achar algum meio, um investidor. Um grande positivo nosso é justamente a Libertadores. Tem jogadores que vão querer vir pro Cruzeiro por causa disso. O Cruzeiro tem a fama de ser bom pagador. O salário dificilmente atrasa. Isso desde a minha época. Isso pesa bastante. É lógico que a parte financeira tem que ser analisada. Temos que buscar recursos para contratar jogadores que venham somar e que sejam decisivos para a disputa da Libertadores, que é sempre uma competição difícil de ser jogada.

Vida como empresário

– Na realidade, quando eu acabei virando empresário, foi mais em virtude de eu ser representante do Lyon-FRA. Era uma obrigação. Na França, eu não poderia fazer a função de representante sem a licença de agente. Então, o presidente pediu para que eu fizesse. Tirei (a licença) em 2003. Meu foco principal era a representação do Lyon e também de alguns clubes franceses. Apesar de ter tido alguns jogadores, mas atualmente eu não tenho. Os poucos que eu tinha eu conversei, falei que estaria mudando, tendo esse novo desafio. Cancelei minha licença de agente, porque não pode existir esse conflito de interesses. Já fiz esse cancelamento na CBF. Vou começar agora com a função de diretor.

Eduardo Maluf, ex-diretor de futebol de Cruzeiro e Atlético-MG era uma das inspirações de Djian (Foto: Maurício Paulucci)

Eduardo Maluf, ex-diretor de futebol de Cruzeiro e Atlético-MG era uma das inspirações de Djian (Foto: Maurício Paulucci)

– É uma coisa que eu gosto, vivi a vida toda como jogador. Sempre procurei acompanhar o que se fazia fora de campo. Tive bons diretores. Principalmente, um, que nos deixou há pouco tempo, que é o Maluf. Conversava muito com ele, mesmo como jogador, depois, era um grande amigo que eu tinha. Era um cara que eu me espelhava. Sempre escutei ele, era muito inteligente. Também tive contato com o Bernard Lacomb, no Lyon, que foi um ex-jogador e é diretor do Lyon há quase 30 anos. Escutei bastante essas pessoas, além da vivência que nós temos, que vão me ajudar bastante nessa nova função.

Influência devido aos tempos como empresário e representante do Lyon-FRA

– Ajuda. Lógico que algumas pessoas vão me ligar, para saber se tem jogador bom. As negociações, você tem que ter jogador bom. O ponto principal, primeiro, é a equipe, o conjunto. O Cruzeiro conseguindo chegar, ganhar títulos, cada vez mais, a chance de se negociar é muito grande. De aparecer talentos individuais. Ter um time forte ajuda o clube a vender. Sabemos que os clubes brasileiros precisam vender uma média de dois jogadores por ano, para manter o equilíbrio financeiro. Isso já acontece há alguns anos e não mudou ainda.

Renovação de Mano Menezes

– Não participei. Eu iria até conversar com eles, se a reunião tivesse sido realizada no escritório do Itair. Mas, no dia, houve um contratempo, o Mano atrasou, e foi na Toca da Raposa. Como eles tinham o Klauss, o Tinga, tudo, eu achei que não seria legal eu participar na Toca e, por esse motivo, não fui. Mas eu sabia do que estava acontecendo.

Mano Menezes renovou o contrato com o Cruzeiro por mais dois anos (Foto: Marcos Ribolli )

Mano Menezes renovou o contrato com o Cruzeiro por mais dois anos (Foto: Marcos Ribolli )

Relação com Mano Menezes

– Agora, agora, não. Já conversei com ele (Mano) outras vezes. Eu tenho muita amizade com o Sidnei Lobo (auxiliar-técnico), ele é um amigo. Inclusive, mora no mesmo bairro que eu em São Paulo. Então, falo mais com o Sidnei. Assim que eu for pra Belo Horizonte, vou conversar com o Mano, que está tendo contato maior com o Itair, mas com certeza agora vamos conversar para traçar as prioridades em contratações e melhoras no geral, que ele acha que tem que ser feitas.

Diretor e gerente de futebol?

– A princípio, me chamaram para ser diretor. Mas, como o Itair vai estar bastante presente no futebol, vamos ainda conversar melhor sobre isso. É capaz que eu faça também essa parte do Tinga. Vamos conversar. Para mim, não dificulta em nada. É uma coisa que eu gosto, de estar no campo, de estar no contato com o pessoal. Lógico, a parte administrativa é importante, vou estar ajudando, mas, nos horários de treinamento, devo estar bem próximo deles. Porém, isso não impede que seja contratado alguém para o lugar do Tinga. Vai ser um decisão que devemos tomar em conjunto, com o Itair e o presidente.

Tinga já anunciou que deixará o Cruzeiro ao fim deste ano (Foto: Washington Alves/ Light Press)

Tinga já anunciou que deixará o Cruzeiro ao fim deste ano (Foto: Washington Alves/ Light Press)

Ambiente favorável

– Fico contente de chegar em um lugar que você está sendo bem recebido. Tive o prazer de jogar com o Fábio, até brinco com ele. Ele jogou comigo em 99, ficou um ano, um ano e meio conosco, era garotão, 19 anos. Fizemos amizade, uma pessoa que eu conheço bem. Conheço bem o Henrique também. O Leo estive conversando, quando eu ia visitar o pessoal. Sempre bom ser recebido bem pelos jogadores. Eu também vou ajudar eles no dia a dia. Temos que melhorar as condições que, de repente, não estejam tão bem. Vou conversar com eles. Futebol é uma coisa só. Tem que estar todo mundo puxando para o mesmo lado.

 Sob supervisão de Rodrigo Fonseca
Com informações da Thaynara Amaral, GloboEsporte.com

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Olimpíadas de Tóquio são adiadas para 2021, depois de pedido de primeiro-ministro do Japão

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Abe Shinzo pediu ao Comitê Olímpico para adiar os jogos que deveriam acontecer em Tóquio neste ano.

Shinzo Abe falando ao Parlamento em 2019 — Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko
Shinzo Abe falando ao Parlamento em 2019 — Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko

O primeiro-ministro japonês, Abe Shinzo, confirmou nesta terça-feira (24) que pediu ao Comitê Olímpico Internacional o adiamento de um ano dos Jogos Olímpicos, que estavam programados para o dia 24 de julho.

Abe fez o anúncio a jornalistas depois de uma conversa telefônica com o presidente do COI, Thomas Bach. Segundo ele, o COI aceitou o pedido.

O COI, então, confirmou em um comunicado o adiamento assinado em conjunto com o governo japonês:

“Na circunstância presente, e baseados na informação providenciada pela Organização Mundial da Saúde, o presidente do COI e o primeiro-ministro do Japão concluíram que os Jogos da 32ª Olimpíada em Tóquio devem ser reagendados para uma data para além de 2020, mas não depois do verão de 2021, para garantir a saúde de atletas, todos envolvidos nos Jogos e a comunidade internacional.”

As Olimpíadas, portanto, deverão ser realizadas em 2021. Mesmo assim, o nome oficial do evento será Tóquio 2020, de acordo com o governador de Tóquio, Yuriko Koike.

Os Jogos Olímpicos foram adiados por causa da pandemia do Covid-19, que impactou a organização do evento e também a preparação dos atletas.

A conversa telefônica incluiu, além de Abe e de Bach, o governador de Tóquio, Yuriko Koike, e o líder da organização dos Jogos, Yoshiro Mori.

Abe pediu para que Bach tomasse uma decisão o mais rápido possível, segundo a NHK.

Essa é a primeira vez, na era moderna, que os Jogos Olímpicos são adiados. Eles foram cancelados em três ocasiões: 1916, 1940 e 1944.

Pressão de atletas

O Comitê Olímpico do Canadá havia publicado uma carta na segunda-feira (23) na qual informou que ia boicotar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos se eles fossem realizados em 2020. A Austrália também informou que não enviaria seus atletas.

Noruega e Grã-Bretanha pressionaram o COI e ameaçaram não participar dos Jogos.

Eliminatórias congeladas

A maioria (78%) dos atletas era favorável a um adiamento, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo “The New York Times”.

As medidas de contenção do coronavírus, que em muitos países incluem a proibição de viagens, interromperam os jogos eliminatórios para as Olimpíadas. Muitos dos atletas não podem sair de casa por causa das medidas de isolamentos impostas.

Ainda assim, até o domingo (22), o COI tinha dito que só tomaria uma decisão em quatro semanas.

Fonte: G1.globo.com

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Mufarrej confirma Honda com portões fechados e promete “estreia efetiva quando tudo se regularizar”

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Principal contratação do Botafogo, japonês estreará neste domingo, contra o Bangu. Partida não poderá ter presença de torcedores por determinação da Ferj em razão de coronavírus

A determinação de jogos com portões fechados no Campeonato Carioca a partir deste fim de semana em razão do novo coronavírus frustrou os planos do Botafogo para a estreia de KeisukeHonda, que ocorrerá neste domingo, contra o Bangu, pela terceira rodada da Taça Rio.

Após reunião na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) nesta sexta, o presidente alvinegro, Nelson Mufarrej, confirmou que o meia japonês fará sua primeira partida pelo clube neste fim de semana, mas prometeu uma “estreia efetiva” junto à torcida “quando tudo se regularizar”.

– Lamentamos, mas temos que entender que o coronavírus é um problema mundial, mas vida que segue. Vamos estrear com ele (Honda), mas vamos, se Deus quiser, quando tudo se regularizar, vamos fazer a estreia efetiva em nosso estádio na presença dos torcedores botafoguenses.

O Botafogo vinha utilizando a estreia do japonês para convocar a torcida para comparecer em peso ao estádio Nilton Santos no domingo. Com a medida de portões fechados, o clube já divulgou orientações para que os torcedores que compraram ingressos peguem o dinheiro de volta.

Honda tinha sua estreia programada para a última terça-feira, contra o Paraná, pela Copa do Brasil. No entanto, o japonês ficou gripado e não pôde participar da partida. Ele chegou, inclusive, a pedir desculpas. Agora que estará à disposição do técnico Paulo Autuori, é a torcida que não poderá estar presente. O encontro efetivo ainda não tem data para ocorrer, pois a medida da Ferj de jogos com portões fechados é de prazo indefinido.

Honda, Jairzinho, Nelson Mufarrej e Marco Agostini — Foto: Vitor Silva/Botafogo
Honda, Jairzinho, Nelson Mufarrej e Marco Agostini — Foto: Vitor Silva/Botafogo


Fonte: Thayuan Leiras — Rio de Janeiro / globoesporte.globo.com

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