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Praias e pontos turísticos ficam cheios no último dia de feriadão no Rio

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Em Ipanema, barracas e cadeiras ocupam a areia, apesar da proibição da Prefeitura. No Jardim Botânico, na Zona Sul, muitas pessoas aguardavam para entrar no Parque Lage no fim desta manhã.

As praias e os pontos turísticos do Rio voltaram a ficar cheios nesta segunda-feira (7), último dia do feriado prolongado.

Por volta das 11h45, banhistas ocupavam as areias da Praia de Ipanema, na Zona Sul da cidade. Apesar das restrições ao banho de sol, muitos cariocas e turistas usam barracas e cadeiras de praia. Havia filas até para o chuveirinho.

Fila para usar o chuveirinho na Praia de Ipanema — Foto: Arquivo pessoal

Fila para usar o chuveirinho na Praia de Ipanema — Foto: Arquivo pessoal

O decreto do prefeito Marcelo Crivella autoriza apenas o banho de mar, e não a permanência na areia.

Quem preferiu aproveitar a folga para visitar os pontos turísticos da cidade encontrou filas nesta manhã.

No Jardim Botânico, na Zona Sul, muitas pessoas aguardavam para entrar no Parque Lage por volta das 11h50.

Também há registros de grande movimentação no Cristo Redentor e no Pão de Açúcar.

Mar agitado e resgates

O feriadão também é de mar agitado na cidade. O helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas é usado por bombeiros que ajudam a retirar da água banhistas que foram arrastados pela correnteza.

No fim de semana, houve registros de resgates nas zonas Sul e Oeste.

Nesta segunda, bombeiros também foram acionados para novos resgates.

Na Barra da Tijuca, as equipes fazem buscas, com apoio de uma moto aquática, pelo militar do Exército Maxwell Soares da Silva, de 20 anos, que desapareceu no mar na madrugada de domingo (6).

Um menino de 10 anos também está desaparecido desde a manhã deste domingo. De acordo com os bombeiros, a criança teria pulado no Rio Guandu, na altura da estrada Rio-São Paulo, em Nova Iguaçu.

Bares

O fim de semana também foi marcado por aglomeração nos bares do Rio de Janeiro. No Leblon, na Zona Sul, uma multidão tomou conta das ruas Dias Ferreira e Ataulfo de Paiva até as 3h desta segunda-feira (7), feriado da Independência. Com as calçadas e parte das vias ocupadas, motoristas tiveram dificuldade de passar, o que gerou engarrafamento.

Na frente dos bares, muitas pessoas conversavam, sem máscara. A prefeitura aplicou 14 multas em 28 estabelecimentos, mas isso não impediu que a multidão ficasse amontoada.

Situação semelhante foi registrada na Rua Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. Passava de 1h desta segunda-feira (7) e a multidão seguia reunida no local.

Bares e restaurantes podem funcionar desde o início de julho, mas devem obedecer algumas regras. Música ao vivo, por exemplo, ainda não é permitida. E o horário de funcionamento é até 1h.

Na Tijuca, na Zona Norte, e na Lapa, no Centro, não houve movimentação nesta madrugada.

Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, houve até baile. Imagens registraram espaços lotados no Jardim Primavera (veja vídeo abaixo).

Fase 6 da flexibilização no Rio

No dia 31 de agosto, a prefeitura do Rio anunciou a Fase 6 da flexibilização, que foi dividida em três fases.

Foram autorizados a reabrir museus, galerias de artes, parques de diversão, bibliotecas e centros culturais, desde que sigam as chamadas regras de ouro – redução da capacidade de público, distanciamento seguro, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool em gel, entre outras.

Cinema, teatro, lonas e arenas continuam proibidos, assim como o banho de sol.

As principais regras nas praias

Veja, abaixo, quais são as principais regras nas praias:

  • ambulantes podem trabalhar das 7h às 18h nas praias e logradouros, mas sem alugar cadeiras, mesas e barracas e sem bebida alcoólica;
  • banho de mar está liberado, mas permanência na areia e uso de caixas térmicas estão proibidos;
  • a prática da altinha continua proibida.
Regras de Ouro da Prefeitura do Rio para a reabertura da cidade — Foto: Infografia: Fernanda Garrafiel/G1

Regras de Ouro da Prefeitura do Rio para a reabertura da cidade — Foto: Infografia: Fernanda Garrafiel/G1

Fonte: Mateus Marques e André Coelho, GloboNews – g1.globo.com

Mundo

Europa tem mais de 400 mil mortes por Covid-19, diz agência

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Foto de 19 de novembro de 2020, mostra médico italiano mexendo em testes de Covid-19 em escola de Palermo, no sul do país — Foto: Militello Mirto/LaPresse via AP

Balanço divulgado pela France Presse neste sábado (28) mostra que marca foi atingida no momento em que diversos países do continente flexibilizam restrições.

A Europa, segunda região do mundo mais afetada pela pandemia, superou neste sábado (28) 400 mil mortes provocadas por Covid-19. A marca foi atingida no momento em vários países flexibilizam as restrições para tentar voltar à normalidade até o Natal.

Segundo um balanço atualizado pela AFP na manhã deste sábado, com base em dados oficiais dos países, a Europa registra desde o início da pandemia 401.516 óbitos (e 17.634.090 contágios), atrás da América Latina (444.036 mortes e 12.825.611 casos).

Nos últimos sete dias, o continente registrou mais de 36 mil mortes, o balanço mais grave em uma semana desde o início da pandemia, no começo do ano.

No total, dois terços dos óbitos na região aconteceram no Reino Unido (57.551), Itália (53.677), França (51.914), Espanha (44.668) e Rússia (39.068).

Apesar dos números, preocupantes em seu conjunto, a situação melhorou na maioria dos países, que parecem ter superado o pico da segunda onda.

Neste sábado, os estabelecimentos comerciais reabriram as portas na França e Polônia, com protocolos rígidos de saúde, que incluem a limitação do número de clientes nas lojas, por exemplo.

Nas famosas Galeries Lafayette de Paris, um grande centro comercial da cidade, as portas abriram às 10h, e os vendedores receberam os primeiros clientes com aplausos.

“Prefiro evitar a internet, vou comprar as coisas nas lojas. Precisam de nós”, disse Anne Dubois, uma das primeiras clientes a entrar.

Irlandeses e belgas terão que esperar até terça-feira (1º), para retornar às lojas.

“Os esforços e os sacrifícios de todos funcionaram e salvamos vidas”, afirmou o primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin.

Longos meses de inverno

Na Alemanha, as restrições talvez prossigam até a primavera do hemisfério norte (ou seja, outono no Brasil), advertiu neste sábado o ministro da Economia, Peter Altmaier.

“Temos três ou quatro longos meses de inverno pela frente. Tudo dependerá da chegada das vacinas, mas é possível que as restrições sejam prolongadas durante os primeiros meses de 2021”, disse ele ao jornal “Die Welt”.

A Alemanha, considerada durante a primeira onda um exemplo de gestão, foi atingida com força pela segunda e registra mais de 15,5 mil mortes por Covid-19.

No Reino Unido, Gales vai reforçar as restrições nos pubs e restaurantes antes do Natal. Na Inglaterra, incluindo Londres, os 56 milhões de habitantes continuarão vivendo sob importantes restrições quando o segundo confinamento terminar ao final da próxima semana.

Na capital britânica, houve protestos neste sábado contra as restrições e a polícia prendeu mais de 60 pessoas.

Centenas protestavam contra as medidas, gritando “liberdade” e exibindo cartazes que diziam “parem de nos controlar”. Algumas destas manifestações foram marcadas por incidentes.

Em uma tentativa de contornar as restrições impostas pelo governo, alguns comerciantes britânicos utilizam a Carta Magna, texto fundador da democracia moderna, como justificativa para permanecerem abertos, apesar da discordância da polícia.

Por exemplo, Sinead Quinn, cabeleireira de Bradford, norte do país, que invocou a Carta Magna para se opor ao fechamento de seu negócio durante o confinamento e já recebeu multas no valor de 17 mil libras (US$ 22 mil).

“Não estou violando nenhuma lei. Administro meu negócio com base no direito comum”, afirma em um vídeo publicado nas redes sociais.

Recorde de contágios no México

Em todo o mundo foram registrados oficialmente mais de 60 milhões de casos de Covid-19 desde o início da pandemia, com mais de 1,4 milhão de mortes.

Do outro lado do Atlântico, na América Latina, o México registrou nesta sexta-feira (27) 12.081 novos casos de Covid-19, um recorde, que eleva o total de contágios a 1.090.675.

Nas últimas 24 horas o país contabilizou 631 mortes e agora o balanço total é de 104.873 vítimas fatais.

Há “um novo aumento [dos contágios], aqui há um alerta detectado” nas últimas duas semanas, disse em entrevista coletiva Ricardo Cortés, diretor-geral de promoção da saúde.

O Peru prorrogou por 90 dias, até o início de março de 2021, o estado de emergência sanitário pela pandemia, mas o governo flexibilizou algumas restrições após a redução, lenta mas constante, de contágios e mortes.

Com 33 milhões de habitantes, o país registra 35.780 óbitos por Covid-19, a segunda maior taxa de mortalidade do mundo na proporção à população.

Em toda a América Latina, já foram registrados 444.036 mortos pela Covid-19 e mais de 12,8 milhões de contágios, segundo cifras oficiais.

Nos Estados Unidos, país com o maior número de mortes (264.866), a situação de saúde fez com que a Black Friday, dia das grandes ofertas no comércio, não registrasse multidões nas lojas.

Mas as vendas pela internet explodiram e atingiram US$ 6,2 milhões por minuto nesta sexta, para o total de 4,5 bilhões de dólares no dia.

Em Los Angeles, as autoridades decidiram proibir, a partir de segunda-feira (30), e por pelo menos três semanas as reuniões públicas e privadas, exceto as motivadas por fins religiosos ou de protesto, para frear o avanço da Covid-19. A cidade registra a média de 4,5 mil novos casos diários da doença.

Na Índia, o segundo país mais afetado pela pandemia depois dos Estados Unidos, e que superará os 10 milhões de casos no começo de dezembro, o maior fabricante de vacinas por volume, o Serum Institute of India, informou neste sábado que pedirá uma licença de emergência para uma vacina contra o novo coronavírus dentro de duas semanas.


A gigante sediada em Pune poderá produzir, a partir do começo de 2021, pelo menos 100 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Astrazeneca e a Universidade de Oxford.

Fonte: France Presse no g1.globo.com

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