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Petroleiros são danificados no Golfo de Omã; EUA dizem que Irã ‘é responsável pelos ataques’

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Preço do barril do petróleo subiu após relatos de ataques a embarcações. Irã chamou incidentes de ‘suspeitos’, já que recebia o premiê japonês para tentar reduzir tensão com os americanos.

Duas companhias marítimas relataram incidentes nesta quinta-feira (13) em que dois navios petroleiros foram danificados no Golfo de Omã. Pelo menos uma das empresas suspeita que o ocorrido foi um ataque, mas não há confirmação das causas ou de possíveis autores.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, sem apresentar evidências concretas, acusou o Irã de ser “responsável” pelo ocorrido.

“A avaliação dos Estados Unidos é que a República Islâmica do Irã é responsável pelos ataques”, disse Pompeo a jornalistas.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse que “suspeito não começa a descrever” os incidentes, apontando que um dos petroleiros é de propriedade japonesa e que o ataque ocorreu justamente quando o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, visitava Teerã em um esforço para acalmar as tensões com Washington. A delegação do Irã na ONU também rejeitou as acusações dos Estados Unidos.

“Os ataques a petroleiros relatados relacionados ao Japão ocorreram enquanto o primeiro-ministro se encontrava com o aiatolá [Ali Khamenei] para conversas amigáveis e extensas. Suspeito sequer começa a descrever o que provavelmente aconteceu nesta manhã”, Zarif escreveu no Twitter.

Tripulações resgatadas

Um dos navios, o “Front Altair”, pertence a uma companhia norueguesa e tinha 23 tripulantes. O outro, o “Kokuka Courageous”, é de uma empresa japonesa e tinha 21 pessoas a bordo.

As tripulações foram retiradas dos navios e não há registro de mortos. Uma pessoa ficou levemente ferida e recebeu primeiros-socorros depois de ser resgatada, segundo a empresa que administrava o “Kokuka Courageous”.

Os tripulantes foram resgatados por equipes de busca do Irã e levadas ao porto de Jask, cidade do país que também é banhada pelo Golfo de Omã.

O incidente, que fez o preço do petróleo subir, constitui uma nova escalada nas tensões regionais, quase um mês depois dos ataques contra quatro navios, entre eles três petroleiros, em frente às costas dos Emirados Árabes Unidos, ato pelo qual Washington acusou o Irã.

Inicialmente, veículos internacionais como a Sky News e o jornal “The Telegraph” informaram que os dois navios haviam sido atingidos por torpedos. Há suspeitas relatadas pela imprensa americana de que ambos tenham sido atingidos por projéteis, mas as causas dos incidentes ainda não foram confirmadas.

A empresa de administração de navios Bernhard Schulte, responsável pelo “Kokuka Courageous”, afirmou em comunicado que a embarcação continua no local e não corre risco de afundar.

“A tripulação de 21 marinheiros abandonou o navio após o incidente a bordo, o que resultou em danos no lado de estibordo (direito) do casco do navio”, afirmou a Bernhard Schulte.

Mais cedo, a Reuters havia informado que a empresa reportou danos no navio por causa de uma “suspeita de ataque”. Em comunicado oficial no site, entretanto, a companhia fala em “incidente de segurança”, e não menciona a palavra “ataque” no texto.

Foto de arquivo do navio "Kokuka Courageous", uma das duas embarcações atingidas por supostos ataques no golfo do Omã nesta quinta-feira (13). — Foto: Kyodo/via Reuters

Foto de arquivo do navio “Kokuka Courageous”, uma das duas embarcações atingidas por supostos ataques no golfo do Omã nesta quinta-feira (13). — Foto: Kyodo/via Reuters

A carga que o navio levava, de metanol, está intacta, diz a Bernhard Schulte. A rede de televisão japonesa NHK informou que o navio levava 25 mil toneladas da substância.

A informação inicial da agência era de que uma mina magnética poderia ter atingido o navio japonês, mas não há confirmações disso.

Navio petroleiro que supostamente foi atacado nesta quinta-feira (13), no golfo de Omã. — Foto: Isna/Handout via Reuters

Navio petroleiro que supostamente foi atacado nesta quinta-feira (13), no golfo de Omã. — Foto: Isna/Handout via Reuters

A Kokuka Sangyo, empresa dona da embarcação, afirmou, em coletiva de imprensa, que recebeu um relatório afirmando que o navio japonês foi atingido por dois projéteis, com três horas de diferença. O presidente da empresa, Yutaka Katada, disse que o navio foi abandonado e ficou à deriva, mas que a tripulação está segura.

Um funcionário da empresa afirmou que o primeiro projétil teria atingido a parte traseira do navio no lado esquerdo (a bombordo), causando um incêndio que foi apagado. Depois que o segundo projétil atingiu a embarcação, o capitão decidiu retirar as pessoas. As informações são do jornal “Financial Times”.

Embarcação norueguesa

Foto de arquivo mostra a embarcação norueguesa "Front Altair", que teria sido atacada nesta quinta-feira (13) no golfo de Omã. — Foto: Handout / Hand-Out / AFP

Foto de arquivo mostra a embarcação norueguesa “Front Altair”, que teria sido atacada nesta quinta-feira (13) no golfo de Omã. — Foto: Handout / Hand-Out / AFP

A companhia nacional de petróleo de Taiwan disse suspeitar que o segundo navio, o “Front Altair”, de uma empresa norueguesa, “pudesse ter sido atingido por um torpedo.” O navio levava, segundo a Reuters, 75 mil toneladas de matéria-prima petroquímica ao país e vinha da cidade de Ruwais, nos Emirados Árabes.

A Frontline, empresa da Noruega que é dona do navio, afirmou que a embarcação pegou fogo no Golfo de Omã depois de uma suposta explosão. A tripulação era composta de 11 russos, 1 georgiano e 11 filipinos. Segundo a Reuters, a empresa afirmou que nenhuma poluição marinha foi relatada.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, afirmou no Twitter que ” ‘suspeito’ nem começa a descrever o que provavelmente aconteceu nesta manhã”. O país persa recebe a visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que tenta mediar as tensões na região.

Já o presidente iraniano, Hassan Rouhani, afirmou em pronunciamento na TV que “a segurança é de grande importância para o Irã na região delicada do Golfo Persa, no Oriente Médio, na Ásia e no mundo inteiro. Nós sempre tentamos garantir a paz e estabilidade na região”, disse o jornal britânico “The Guardian”.

O Omã e os Emirados Árabes ainda não se pronunciaram sobre o ocorrido.

A quinta frota naval americana, sediada no Bahrein, disse que prestou ajuda a dois petroleiros no Golfo de Omã depois de receber duas chamadas de socorro. Os detalhes do incidente não estavam claros, mas um dos operadores fez um relato não confirmado de que um torpedo havia atingido seu navio.

As Operações Marítimas Comerciais do Reino Unido, parte da Marinha Real, afirmaram que estão investigando o incidente.

A ministra do Exterior da França, Agnès von der Muhll, pediu que os envolvidos no incidente ajam de forma contida diante da situação. “Também lembramos de nosso apego à liberdade de navegação, que deve ser absolutamente preservada ”, afirmou.

Temores

A associação de embarcações Intertanko — que representa a maior parte da frota de embarcações independentes do mundo — afirmou que há preocupações crescentes pela segurança de navios e suas tripulações que passam pelo Estreito de Ormuz, perto do golfo de Omã.

O estreito é um importante canal estratégico através do qual a quantidade de petróleo equivalente a 20% do consumo mundial viaja, vindo de produtores do Oriente Médio.

“Precisamos lembrar que cerca de 30% do petróleo bruto marítimo do mundo passa pelo estreito. Se as águas estão se tornando inseguras, o fornecimento para todo o mundo ocidental pode estar em risco “, afirmou Paolo d’Amico, presidente da Intertanko.

As tensões na região já foram aumentadas por ataques no mês passado aos ativos petrolíferos do golfo, em meio a uma disputa entre o Irã e os Estados Unidos sobre o programa nuclear de Teerã.

Fonte:g1.globo.com

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Europa tem mais de 400 mil mortes por Covid-19, diz agência

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Foto de 19 de novembro de 2020, mostra médico italiano mexendo em testes de Covid-19 em escola de Palermo, no sul do país — Foto: Militello Mirto/LaPresse via AP

Balanço divulgado pela France Presse neste sábado (28) mostra que marca foi atingida no momento em que diversos países do continente flexibilizam restrições.

A Europa, segunda região do mundo mais afetada pela pandemia, superou neste sábado (28) 400 mil mortes provocadas por Covid-19. A marca foi atingida no momento em vários países flexibilizam as restrições para tentar voltar à normalidade até o Natal.

Segundo um balanço atualizado pela AFP na manhã deste sábado, com base em dados oficiais dos países, a Europa registra desde o início da pandemia 401.516 óbitos (e 17.634.090 contágios), atrás da América Latina (444.036 mortes e 12.825.611 casos).

Nos últimos sete dias, o continente registrou mais de 36 mil mortes, o balanço mais grave em uma semana desde o início da pandemia, no começo do ano.

No total, dois terços dos óbitos na região aconteceram no Reino Unido (57.551), Itália (53.677), França (51.914), Espanha (44.668) e Rússia (39.068).

Apesar dos números, preocupantes em seu conjunto, a situação melhorou na maioria dos países, que parecem ter superado o pico da segunda onda.

Neste sábado, os estabelecimentos comerciais reabriram as portas na França e Polônia, com protocolos rígidos de saúde, que incluem a limitação do número de clientes nas lojas, por exemplo.

Nas famosas Galeries Lafayette de Paris, um grande centro comercial da cidade, as portas abriram às 10h, e os vendedores receberam os primeiros clientes com aplausos.

“Prefiro evitar a internet, vou comprar as coisas nas lojas. Precisam de nós”, disse Anne Dubois, uma das primeiras clientes a entrar.

Irlandeses e belgas terão que esperar até terça-feira (1º), para retornar às lojas.

“Os esforços e os sacrifícios de todos funcionaram e salvamos vidas”, afirmou o primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin.

Longos meses de inverno

Na Alemanha, as restrições talvez prossigam até a primavera do hemisfério norte (ou seja, outono no Brasil), advertiu neste sábado o ministro da Economia, Peter Altmaier.

“Temos três ou quatro longos meses de inverno pela frente. Tudo dependerá da chegada das vacinas, mas é possível que as restrições sejam prolongadas durante os primeiros meses de 2021”, disse ele ao jornal “Die Welt”.

A Alemanha, considerada durante a primeira onda um exemplo de gestão, foi atingida com força pela segunda e registra mais de 15,5 mil mortes por Covid-19.

No Reino Unido, Gales vai reforçar as restrições nos pubs e restaurantes antes do Natal. Na Inglaterra, incluindo Londres, os 56 milhões de habitantes continuarão vivendo sob importantes restrições quando o segundo confinamento terminar ao final da próxima semana.

Na capital britânica, houve protestos neste sábado contra as restrições e a polícia prendeu mais de 60 pessoas.

Centenas protestavam contra as medidas, gritando “liberdade” e exibindo cartazes que diziam “parem de nos controlar”. Algumas destas manifestações foram marcadas por incidentes.

Em uma tentativa de contornar as restrições impostas pelo governo, alguns comerciantes britânicos utilizam a Carta Magna, texto fundador da democracia moderna, como justificativa para permanecerem abertos, apesar da discordância da polícia.

Por exemplo, Sinead Quinn, cabeleireira de Bradford, norte do país, que invocou a Carta Magna para se opor ao fechamento de seu negócio durante o confinamento e já recebeu multas no valor de 17 mil libras (US$ 22 mil).

“Não estou violando nenhuma lei. Administro meu negócio com base no direito comum”, afirma em um vídeo publicado nas redes sociais.

Recorde de contágios no México

Em todo o mundo foram registrados oficialmente mais de 60 milhões de casos de Covid-19 desde o início da pandemia, com mais de 1,4 milhão de mortes.

Do outro lado do Atlântico, na América Latina, o México registrou nesta sexta-feira (27) 12.081 novos casos de Covid-19, um recorde, que eleva o total de contágios a 1.090.675.

Nas últimas 24 horas o país contabilizou 631 mortes e agora o balanço total é de 104.873 vítimas fatais.

Há “um novo aumento [dos contágios], aqui há um alerta detectado” nas últimas duas semanas, disse em entrevista coletiva Ricardo Cortés, diretor-geral de promoção da saúde.

O Peru prorrogou por 90 dias, até o início de março de 2021, o estado de emergência sanitário pela pandemia, mas o governo flexibilizou algumas restrições após a redução, lenta mas constante, de contágios e mortes.

Com 33 milhões de habitantes, o país registra 35.780 óbitos por Covid-19, a segunda maior taxa de mortalidade do mundo na proporção à população.

Em toda a América Latina, já foram registrados 444.036 mortos pela Covid-19 e mais de 12,8 milhões de contágios, segundo cifras oficiais.

Nos Estados Unidos, país com o maior número de mortes (264.866), a situação de saúde fez com que a Black Friday, dia das grandes ofertas no comércio, não registrasse multidões nas lojas.

Mas as vendas pela internet explodiram e atingiram US$ 6,2 milhões por minuto nesta sexta, para o total de 4,5 bilhões de dólares no dia.

Em Los Angeles, as autoridades decidiram proibir, a partir de segunda-feira (30), e por pelo menos três semanas as reuniões públicas e privadas, exceto as motivadas por fins religiosos ou de protesto, para frear o avanço da Covid-19. A cidade registra a média de 4,5 mil novos casos diários da doença.

Na Índia, o segundo país mais afetado pela pandemia depois dos Estados Unidos, e que superará os 10 milhões de casos no começo de dezembro, o maior fabricante de vacinas por volume, o Serum Institute of India, informou neste sábado que pedirá uma licença de emergência para uma vacina contra o novo coronavírus dentro de duas semanas.


A gigante sediada em Pune poderá produzir, a partir do começo de 2021, pelo menos 100 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Astrazeneca e a Universidade de Oxford.

Fonte: France Presse no g1.globo.com

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