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Pensilvânia, Wisconsin, Michigan, Arizona: os estados que fizeram a diferença na vitória de Biden

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Joe Biden discursa em rua da Filadélfia, na Pensilvânia, no dia das eleições, 3 de novembro de 2020 — Foto: Drew Angerer/Getty Images North America/Getty Images via AFP

Joe Biden teve um desempenho pior do que indicavam os institutos de pesquisa, mas conseguiu ‘virar’ estados em que Trump havia ganhado em 2016.

Joe Biden foi declarado vencedor das eleições presidenciais neste sábado (7) pelas projeções da mídia americana. O democrata conseguiu 58 delegados a mais do que Hillary Clinton obteve em 2016.

A vitória foi anunciada após projeções de institutos e meios de comunicação indicarem a vitória do democrata na Pensilvânia.

Arizona, Wisconsin, e Michigan também foram importantes para garantir essa virada (além de Nebraska, onde Biden conseguiu também 1 delegado). Veja o peso deles no colégio eleitoral:

  • Pensilvânia: 20 votos no colégio eleitoral
  • Michigan: 16 votos no colégio eleitoral
  • Arizona: 11 votos no colégio eleitoral
  • Wisconsin: 10 votos no colégio eleitoral

Pensilvânia é o terceiro estado do chamado Cinturão de Ferrugem em que o presidente Trump venceu em 2016, mas que virou para Biden em 2020, junto com Michigan e Wisconsin.

Tanto Trump quanto Biden fizeram muitas visitas à Pensilvânia durante a campanha. O republicano visitou o estado 13 vezes, enquanto Biden fez 16 viagens para lá. Ambos estiveram no estado na véspera da eleição.

Desde 2008, todos os candidatos presidenciais que ganharam na Pensilvânia conquistaram a presidência.

Em Michigan, Biden conseguiu mobilizar a população dos centros urbanos, diz o professor de relações internacionais da USP Felipe Loureiro. Lá, Biden obteve 50,56% dos votos e Trump, 47,91%. A campanha de Trump chegou a entrar com uma ação para interromper a contagem de votos no estado alegando que foi negado à equipe de campanha o acesso para observar a abertura das cédulas.

Vitória por pouco

No Arizona, Biden “conseguiu virar uma região central, que tem uma grande população de descendentes de mexicanos”, diz Loureiro. Em 2016, Trump havia vencido nessa área com 2,8% de vantagem. Desta vez, a vantagem a Biden foi mais apertada. A diferença de votos entre os dois candidatos era de 0,56 ponto percentual.

Em Wisconsin, ele teve 49,57 % dos votos, e Trump, 48,94 %. As pesquisas, no entanto, indicavam que ele teria uma margem muito maior, de quase 10 pontos porcentuais de diferença.

O desempenho de Biden foi pior do que indicavam os institutos de pesquisa. Vários institutos mudaram a metodologia de 2016 para cá e passaram a dar um peso maior para o eleitorado de brancos sem ensino superior em suas projeções, diz Loureiro, da USP.

“Mesmo com a vitória de Biden, os resultados mostram que as pesquisas de opinião erraram. Pesquisa é fotografia de um momento, mas previa-se uma certa estabilidade desempenho em alguns estados que não se verificou”, afirma Loureiro.

Eleitor preocupado com a economia

O grande número de votos recebidos por Trump, mesmo derrotado, surpreendeu, afirma Roberto Abdenur, membro do conselho curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e embaixador do Brasil nos EUA de 2004 a 2006.

Algumas pesquisas divulgadas após a votação são reveladoras, segundo Abdenur. Ele cita um levantamento que mostrou que para 48% dos americanos a condução da resposta à pandemia do governo atual é boa.

“No decorrer da corrida eleitoral, Biden deixou claro que apostava muito na pandemia como um fator negativo para o Trump, e isso, talvez, tenha sido um erro estratégico: ele subestimou a parcela da população dos EUA que não está nem aí para a questão”.

Abdenur também chama a atenção para outro fator: quando perguntados, os americanos disseram que a economia era o motivo mais importante para que eles fossem votar. “As pessoas têm memória de que, até a pandemia, a economia ia bem, a renda real dos mais pobres melhorava”, diz ele.

Desempenho previsto na Flórida

A vitória de Donald Trump na Flórida estava prevista pela campanha de Biden, de acordo com Paulo Sotero, do Wilson Center.

“Os estrategistas de Biden jamais previram uma vitória na Flórida, por exemplo”, diz ele.

As eleições, segundo Sotero, foram muito divididas, e não está claro ainda quem terá o controle do Senado. Para Sotero, será um governo difícil.

Derrota onde Biden fez campanha

Apesar das vitórias no Arizona, Michigan e Wisconsin, Biden perdeu em Ohio, onde fez uma campanha intensa e onde pretendia ser mais competitivo. Trump foi favorecido no estado pelo seu discurso econômico, com promessas de cortar impostos, disse o professor Tom Sutton, diretor de ciência política da Baldwin Wallace University.

Os eleitores creditavam a Trump os bons resultados dos níveis de emprego e da economia antes da crise econômica causada pela pandemia, mas não achavam que ele era o responsável pela queda de PIB deste ano.

Segundo Sutton, a população de Ohio se preocupa com o coronavírus, mas considera que não há sinais de que Biden fará um trabalho melhor que Trump no combate à pandemia e acredita que se trata de um problema com o qual é preciso conviver.

“Biden foi muito conservador na campanha, em parte por causa do coronavírus, e Trump aproveitou todas as oportunidades ele conseguiu energizar os apoiadores dele”, diz Sutton.

Fonte: Felipe Gutierrez, G1.globo.com

Economia

Câmara aprova MP que fixou, em janeiro, salário mínimo em R$ 1.212 | Política

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A Medida Provisória (MP) foi publicada na edição do dia 31 de dezembro do Diário Oficial da União (DOU) e, desde então, o novo valor passou a valer. Para se tornar lei definitiva, precisa ser aprovada pelo Congresso até o dia 1º de junho.

Os R$ 1.212 estão alinhados com o valor fixado no Orçamento de 2022, aprovado pelo Congresso em 21 de dezembro, com base em uma previsão de 10,18% para o INPC.

De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 56,7 milhões de pessoas no Brasil, das quais 24,2 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No Brasil, 33 milhões de pessoas sobrevivem com menos de um salário mínimo

Durante a tramitação na Câmara, foram apresentadas 11 emendas, todas na tentativa de aumentar o valor do salário mínimo.

A relatora da matéria, deputada Greyce Elias (Avante-MG), contudo, rejeitou as mudanças e recomendou a aprovação do texto na forma como foi enviado pelo Executivo.

“Estima-se que cada aumento bruto de R$ 1,00 no valor do salário mínimo provoca o aumento de, aproximadamente, R$ 364,8 milhões, para o ano de 2022”.

Segundo ela, “nesse momento de grandes dificuldades econômicas do País, torna-se inviável a aprovação das 11 emendas apresentadas.”

Salário mínimo deveria ser cinco vezes maior, aponta estudo

Salário mínimo deveria ser cinco vezes maior, aponta estudo

A parlamentar argumenta que, embora o aumento do salário mínimo também aumente as contribuições previdenciárias, “essa elevação é pequena no cotejamento em relação ao impacto bilionário sobre as despesas”.

“Além disso, alterar o valor do salário-mínimo traria uma enorme insegurança jurídica, depois dos benefícios sociais e previdenciários e dos salários terem sido pagos a milhões de pessoas. Os empregadores teriam de reprocessar todas as folhas de pagamento, e rever as rescisões trabalhistas e o recolhimento das contribuições sociais, trazendo um grande ônus para a sociedade.”

A oposição criticou a metodologia para a correção do salário mínimo, que corrige apenas a inflação.

“No momento em que as contas que são consideradas básicas para o povo brasileiro, como energia elétrica, por exemplo, que só no Ceará subiu 25%, como a questão dos combustíveis, que vem subindo de forma avassaladora nas contas das famílias, não podemos deixar de lamentar e nos indignarmos pela descontinuidade de uma política exitosa de valorização do salário mínimo, que previa a correção inflacionária do ano anterior somado ao crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] de dois anos anteriores, o que garantia um poder de compra muito maior do que a realidade do salário mínimo”, disse o líder do PDT, André Figueiredo (CE).

Fonte: g1.globo.com

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Prefeitura divulga programação do primeiro mutirão de empregabilidade de Juiz de Fora | Concursos e Emprego

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Segundo o Executivo, o evento contará com oportunidades de emprego, capacitação, orientações e informações para quem deseja gerar renda, seja por meio do mercado de trabalho formal, empreendedorismo ou autogestão e organização coletiva do trabalho.

No Parque Halfeld, equipes de recursos humanos de cerca de 15 empresas e entidades representativas receberão currículos para o preenchimento de mais de 700 vagas. Os interessados devem consultar as oportunidades de interesse no link ao final da reportagem, e preparar o currículo de acordo com as exigências.

A Prefeitura ressaltou que os profissionais devem se atentar aos documentos exigidos para cada vaga e levar o currículo impresso, um para cada oportunidade de interesse.

O “GerAÇÃO JF” terá atendimento prioritário para pessoas com deficiência e um posto de orientação, da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH).

Também haverá cadastro e divulgação de cursos gratuitos, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senac) e Instituto Mix (Fort Educação). O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) apresenta novas tecnologias e tendências utilizadas na indústria.

A Sala do Empreendedor estará aberta para atendimentos. Os serviços incluem:

  • Análise de Viabilidade;
  • abertura e legalização de empresas;
  • Formalização; alteração e baixa de MEI;
  • Emissão de guias de pagamento e do Certificado CCMEI;
  • Consulta de débitos e parcelamento MEI;
  • Declaração Anual (DASN), além de orientações sobre Processo de registro de empresas e MEI;
  • Licenciamento municipal; Legislações de uso e ocupação do solo;
  • Criação de cooperativas e associações.

A Vigilância Sanitária esclarecerá dúvidas sobre o processo de licenciamento sanitário.

  • 9h30 – Empreenda com Sucesso – Sebrae – Fórum Municipal da Micro e Pequena Empresa
  • 10h30 – Marketing e Vendas sem Mistério – Enove – Fórum Municipal da Micro e Pequena Empresa
  • 11h30 – Sustentabilidade – a prática de projetos em diálogo com o ambiente de pequenos negócios – Studio Dialeto – Fórum Municipal da Micro e Pequena Empresa
  • 13h – Debate: melhoria do ambiente de negócios e o tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas – participação do secretário de Desenvolvimento, Ignácio Delgado; do coordenador da Sala Mineira do Empreendedor, Diego Farneiro; do Diretor-presidente da Emcasa (em substituição), Diogo Fernandes; e do analista do Sebrae MG, Paulo Veríssimo – Fórum Municipal da Micro e Pequena Empresa
  • 14h – Tendências e comportamentos para acesso ao novo mercado de trabalho – professor Luciano Cardoso de Melo – Senai
  • 14h30 – Mercado de Trabalho: Você está Preparado? – Senac
  • 9h30 – Marketing Digital – Sebrae
  • 10h30 – Economia Solidária: O que é, como se organiza e como participar – Intecoop
  • 11h30 – Minicurso Sindicato da Beleza – Sinprobel
  • 14h – Montagem de Currículo e comportamento em entrevistas – Talent Hunter
  • 15h – Boas práticas nos Serviços de Alimentação – Vigilância Sanitária
  • 10h – Gestão Financeira na Prática para Microempreendedores – Professor Marco Aurélio Kitesmann, Pesquisa de ponta da UFJF
  • 11h – Vendas – Sebrae
  • 14h – Minicurso Sindicato da Beleza – Sinprobel
  • 14h30 – Economia Solidária: O que é, como se organiza e como participar – Intecoop

Atividades para crianças

  • 10:30 às 12:30 Oficinas: Escultura de Balão e Pintura Facial;
  • 10:30 às 12:30 Xadrez e dominó gigante;
  • 11:00 às 12:00 Entrega dos desenhos das crianças fixados no Varal;
  • 11:00 às 12:00 Apresentação musical;
  • 12:30 Fechamento

VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

Fonte: g1.globo.com

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Economia

DXY recua, por força do euro em meio BCE Por Estadão Conteúdo

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© Reuters. Moedas Globais: DXY recua, por força do euro em meio BCE

, que fortes medidas caíram nesta quarta-feira, 24. A divisão norte-americana foi pressionada pelo avanço do euro, dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) em percepção de que uma entidade deve subir a em breve, sem descartar um aumento de meio ponto porcentual em alguns casos. Indicadores de economias europeias e dos EUA também foram Acompanhados.

No fim da tarde em Nova York, apreciou US$ 1,0739, a tinha queda a US$ 1,2537 e dólar cedia a 126,86 . O índice DXY fechou na baixa de 0,21%, aos 101.857 pontos.

O euro teve nova sessão de ganhos ante a moeda americana em meio a comentários de vários diversos do Banco Central (BCE), que indica a primeira alta de juros em mais de uma década europeia não é o dirigente da autoridade monetária, com julho considerado o mês mais provável para o ajuste. “A presidente do BCE Christgarde sinalizou esta semana oito anos de taxas de juros negativas do BCE podem terminar o próximo trimestre, uma perspectiva mais agressiva que no próximo trimestre.

Além de Lagarde, os presidentes dos BCs da Áustria, Robert Holzmann, e da Letônia, Martin Kazaks, também falam sobre a política na zona do euro, embora com posturas mais agressivas ao indicarem uma possibilidade de aumento do jurado em 50 pontos-base , ao invés da alta base de 25 pontos. Chefe do BC, François Villeroy de argumentou na direção Galão francês.

A Capital Economics afirma que as movimentações recentes do dólar se dá pelas pelo mundo, “especialmente na zona do euro”, após o Fed iniciar seu ciclo de aperto apertado. Para a casa, o mercado cambial está focado em outros fatores e, por isso, o dólar não responde positivamente ao desempenho fraco das ações, como costuma ocorrer quando Wall Street entra em um período de baixas.

A força do euro resistu, inclusive, à queda no PMI composto da zona do euro em maio. Já o avançou, puxado pelo bom desempenho do setor industrial. Já a libra foi penalizada pela queda do PMI composta britânica ao menos nível em 15 anos, e o dólar alterado com o tombo de 16,6% nas vendas de moradias novas entre março e abril nos EUA.

Entre em emergência, o mais uma vez avançou ante o dólar, que baixava a 57,160 rublos no horário informado. Analistas, no entanto, que consideram a Rússia uma vez artificial uma série de controles, no entanto, que julgam uma vez artificial, na série da Invasão da Ucrânia. “A taxa de câmbio convertida-se sem sentido por meio das verificações e controles de capital”, explica BBH.

Já aprofundou quedas ante o dólar hoje, fazendo com que a divisa americana atingisse a marca de 16 liras. De acordo com o TD Securities, a última vez que esse nível foi atingido em dezembro, durante a última crise da lira. “Como destacamos recentemente, o Banco Central da República (CBRT) voltou a destacar as reservas da lira para conter a depreciação escalada da lira – um esforço que provavelmente aumentará na ausência de aumentos de taxas em larga escala em relatório divulgado a clientes. No mesmo horário, o dólar avançava a 16,1106 liras turcas.

Fonte: investing.com

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