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Mundo

Pão feito de farinha de grilo é lançado na Finlândia

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Produto é rico em proteínas e, segundo empresa, introduz o consumidor ao hábito de comer insetos.

Uma empresa finlandesa de alimentos lançou nesta quinta-feira (23) o que afirmou ser o primeiro pão feito de insetos a ser vendido em lojas.

O pão da companhia Fazer é feito de uma massa feita de grilos desidratados, misturado com farinha e sementes de trigo. Ele contém mais proteína que o pão normal.

Cada pão tem cerca de 70 grilos e custa 3,99 euros, cerca de R$ 15.

Juhani Sibakov, chefe de inovação da empresa, diz que o pão é uma boa fonte de proteínas e também ajuda a introduzr o consumidor com a comida baseada em insetos, que deve ser uma tendência do futuro.

Em novembro, a Finlândia se juntou a outros 5 países europeus -Reino Unido, Holanda, Bélgica, Áustria e Dinamarca- que permitem que insetos sejam criados e usados na alimentação industrial.

“Eu não sinto a diferença. Tem gosto de pão”, disse Sara Koivisto, uma estudante de Helsinki, após provar.

Por enquanto, o pão vai ser vendido em 11 lojas na capital, mas a distribuição deve ser ampliada.

A farinha de grilo é importada da Holanda, mas a empresa disse que está à procura de fornecedores locais.

fotos de pão

Pão feito de farinha de grilo é lançado na Finlândia (Foto: Attila Cser/Reuters)

fotos de pão de forma

@albamendonca1 (Foto: Attila Cser/Reuters)

fotos de doces de pão

Pão feito de farinha de grilo é lançado na Finlândia (Foto: Attila Cser/Reuters)

Com informações da Reuters – G1

Geral

China autoriza teste em humanos de vacina contra o coronavírus

A China deu o aval para que pesquisadores iniciem testes de segurança em humanos de uma vacina experimental contra o novo coronavírus

Vinicius Silva

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Os EUA, por sua vez, começaram a testar sua vacina esta semana em voluntários.

A China deu o aval para que pesquisadores iniciem testes de segurança em humanos de uma vacina experimental contra o novo coronavírus, em meio à corrida para desenvolver uma imunização contra a Covid-19.

Cientistas da Academia de Ciências Médicas Militares da China, ligada ao exército, receberam a aprovação para iniciar os ensaios clínicos em estágio inicial dessa potencial vacina a partir desta semana, informou nesta terça-feira (17) o “Diário do Povo”, jornal oficial do Partido Comunista chinês, citado pela agência de notícias Reuters.

Enquanto isso, cientistas norte-americanos realizaram o primeiro teste da vacina contra o coronavírus em humanos. Autoridades de saúde dos Estados Unidos disseram na segunda-feira (16) que voluntários de Seattle, um dos estados mais afetados pela Covid-19 no país, começaram a ser imunizados.

Por meio de comunicado, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) informou que o teste faz parte de um estudo que vai acompanhar 45 voluntários adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, e deve durar ao menos seis semanas.

Segundo a agência France Presse, todo o processo de criação da vacina deve durar entre 1 ano a 18 meses, isso porque serão necessários mais testes. Neste momento, os pesquisadores querem saber qual é o impacto de diferentes doses administradas por injeção e quais são seus efeitos colaterais.

Jennifer Haller foi a primeira pessoa no mundo a receber uma versão teste de vacina contra a Covid-19 — Foto: Ted S. Warren/

Jennifer Haller foi a primeira pessoa no mundo a receber uma versão teste de vacina contra a Covid-19 — Foto: Ted S. Warren/

Uma das voluntárias, a norte-americana Jennifer Haller, disse à rede de notícias MSNBC que tem sua temperatura tirada durante várias vezes por dia e que é acompanhada por uma equipe médica constantemente.

“Há grandes chances de que eu esteja envolvida na descoberta da vacina, mas ainda que não seja dessa vez, pelo menos estou contribuindo como parte do processo de descoberta”, disse Haller.

Haller trabalha como gerente de operações em uma pequena empresa de tecnologia e recebeu liberação do trabalho para participar do estudo que ela ficou sabendo a partir de uma postagem no Facebook.

“Todos nos sentimos tão impotentes. Esta é uma oportunidade incrível para eu fazer algo “, disse Jennifer Haller, uma das voluntárias a receber as vacinas.

O segundo a ser testado foi o engenheiro de redes, Neal Browning, quem disse à agência Associated Press que resolveu ser testado por causa de suas filhas pequenas, que disseram estar orgulhosas do pai.

O engenheiro Neal Browning é um dos primeiros a ser testado com a vacina contra o coronavírus — Foto: Ted S. Warren/AP

O engenheiro Neal Browning é um dos primeiros a ser testado com a vacina contra o coronavírus — Foto: Ted S. Warren/AP

Esforço internacional

A vacina americana foi desenvolvida por cientistas e colabores do NIH, num trabalho conjunto com empresa de biotecnologia Moderna, com sede em Cambridge, Massachusetts. A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), com sede em Oslo, Noruega, também direcionou fundos para a implementação do medicamento.

“Encontrar uma vacina segura e eficaz para prevenir a infecção de Sars-CoV-2 é uma prioridade para a saúde pública” – Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas.

Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos aprovados para a Covid-19, que infectou mais de 175.000 pessoas em todo o mundo desde que surgiu na cidade chinesa de Wuham (centro), no final de dezembro.

Corrida por uma solução

Laboratórios farmacêuticos e de pesquisa em todo o mundo competem para desenvolver tratamentos e vacinas para o novo coronavírus.

Por exemplo, um tratamento antiviral chamado remdesivir, desenvolvido pela American Gilead Sciences, já está nos estágios finais de testes clínicos na Ásia, e médicos na China relataram que ele demonstrou ser eficaz no combate à doença.

Mas apenas testes aleatórios permitem aos cientistas saber se é realmente eficaz ou se os pacientes se recuperariam sem ele.

Outra empresa americana, a Inovio, que está criando uma vacina baseada em DNA, comunicou que iniciará testes clínicos no próximo mês.

Fote: g1.globo.com

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Brasil

Paciente com suspeita de coronavírus em Viçosa tem alta do hospital e está em isolamento domiciliar

Uma mulher de 30 anos que estava internada desde quarta-feira (26) no Hospital São Sebastião, em Viçosa, com suspeita de coronavírus, teve alta

Vinicius Silva

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Caso aparece como suspeito no Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e na lista do Ministério da Saúde. Mulher, de 30 anos, retornou da Tailândia e apresentou sintomas como febre, dor de garganta e secreção clara.

Por Amanda Andrade, G1 Zona da Mata

Coronavírus visto em microscópio — Foto: Getty Images via BBC

É assim que o coronavírus é visto no microscópio — Foto: Getty Images via BBC

Uma mulher de 30 anos que estava internada desde quarta-feira (26) no Hospital São Sebastião, em Viçosa, com suspeita de coronavírus, teve alta na noite de sexta-feira (28).

Agora, segundo informou a Prefeitura Municipal, ela ficará em isolamento domiciliar por 14 dias, sob instruções e monitoramento de profissionais da área de saúde.

O caso é considerado como suspeito, conforme boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgado no início da noite de sexta-feira e também consta na lista do Ministério da Saúde.

De acordo com o secretário Municipal de Saúde, Marcus Schitinni, a alta da paciente ocorreu após melhora e estabilidade do quadro clínico e as recomendações seguem o protocolo da SES-MG e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Executivo informou que a mulher retornou de uma viagem à Tailândia com sintomas como febre, dor de garganta e secreção clara. Ela ficou em área isolada na enfermaria do Hospital São Sebastião por 48 horas.

Marcus explicou que os exames foram feitos na quarta-feira (26) e encaminhados ao Estado e à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. A expectativa é que o resultado, que confirme ou descarte o caso, seja divulgado na próxima terça-feira (3).

Protocolo de atendimento

Após a divulgação da internação da paciente com sintomas semelhantes ao coronavírus, representantes da Secretaria de Saúde, dos hospitais São Sebastião e São João Batista e da Universidade Federal de Viçosa (UFV) realizaram uma reunião, ainda na quinta-feira (27), para definir um protocolo de atendimento no município.

O protocolo recomenda que pacientes com sintomas suspeitos procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) que estejam referenciados para um atendimento inicial. A partir de então, a UBS acompanhará o caso, tomando medidas cabíveis.

Já a população estudantil deverá procurar a Divisão de Saúde da Universidade Federal de Viçosa (UFV) para um atendimento inicial. Nos finais de semana, devem ir ao Hospital São João Batista.

O Hospital São João Batista foi definido como a referência para o atendimento de casos suspeitos. A instituição ofertará um ala específica para acompanhar os pacientes. Tanto as UBS, quanto a UFV e outras clínicas médicas devem comunicar ao hospital sobre cada caso suspeito.

Coronavírus no Brasil

Na tarde desta sexta-feira, o Ministério da Saúde fez uma coletiva para informar que o Brasil tem, até então, 182 casos suspeitos, um caso foi confirmado e 71 descartados desde o início do monitoramento.

O mais recente boletim mostrou a seguinte distribuição dos casos pelo Brasil: São Paulo (66), Rio Grande do Sul (27), Rio de Janeiro (19), Minas Gerais (17), Bahia (9), Santa Catarina (9), Ceará (6), Pernambuco (5), Paraná (5), Distrito Federal (5), Goiás (5), Rio Grande do Norte (3), Mato Grosso do Sul (2), Espírito Santo (2), Paraíba (1) e Alagoas (1).

Na Zona da Mata, são investigados os casos de Viçosa e da paciente de 51 anos que retornou da Itália em Juiz de Fora.

Recomendações

Os especialistas recomendam a “etiqueta respiratória” para evitar a transmissão: cobrir a boca com a manga da roupa ou braço em caso de tosses e espirros e sempre lavar as mãos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que os serviços de saúde adotem protocolos de prevenção antes, durante e depois da chegada do paciente, com desinfecção e ventilação de ambientes.

Para quem trabalha em pontos de entrada no país, como aeroportos e fronteiras, é recomendado o uso de máscaras cirúrgicas.

Caso haja algum caso suspeito em aviões, navios e outros meios de transporte, é recomendado usar máscara cirúrgica, avental, óculos de proteção e luvas. A inspeção de bagagens deve ser feita com máscara cirúrgica e luvas.

Fonte: https://g1.globo.com/



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