Connect with us

Notícias

Fiocruz e Butantan preveem entregar 27 milhões de doses em abril, mesmo sem receber novos lotes de insumos importados

Publicado

em

Chegada dedoses de CoronaVac ao RS — Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

Número é uma estimativa que considera apenas doses que podem ser envasadas com matéria-prima importada que já está no país. Butantan prevê a chegada de ao menos mais um lote de insumos no próximo mês.

A campanha nacional de vacinação contra a Covid-19 deve receber em abril ao menos 27 milhões de doses da CoronaVac e da vacina de Oxford, de acordo com dados dos institutos responsáveis pela fabricação. A previsão considera apenas o que pode ser entregue com matéria-prima que já foi importada, ou seja, a entrega dessas doses não depende da chegada de novos lotes do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA).

Veja abaixo um panorama com informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto Butantan:

Status da produção na Fiocruz

  • Contrato com ministério: 104,4 milhões de doses no 1º semestre e 110 milhões no 2º semestre
  • Doses entregues: 5,8 milhões (1,8 milhão de doses envasadas no Brasil e mais 4 milhões importadas prontas)
  • O que ainda é possível entregar com o IFA já recebido: 25,2 milhões de doses
  • Entrega prevista para abril: Fiocruz diz que entregará 18,8 milhões de doses envasadas no Brasil
  • Insumo (IFA) recebido: Cerca de mil litros, suficientes para 27 milhões de doses

Status da produção no Butantan

  • Contrato com ministério: 46 milhões até 30 de abril e 54 milhões até agosto
  • Doses entregues: 32,8 milhões (26,8 milhões envasadas no Brasil e 6 milhões importadas prontas)
  • O que ainda é possível entregar com o IFA já recebido: 8,2 milhões
  • Entrega prevista para abril: Butantan diz que entregará 13,2 milhões de doses, e aguarda novo lote de IFA
  • Insumo (IFA) recebido: 19,2 mil litros, suficientes para produzir 35 milhões de doses

Atrasos no IFA e problemas de produção

A produção da Fiocruz sofreu atrasos que começaram com problemas na importação do IFA. Eram aguardados ainda em janeiro insumos suficientes para 15 milhões de doses, como disse o então ministro Eduardo Pazuello. Ele explicou que, como compensação pelo atraso, a AstraZeneca se comprometeu a entregar 12 milhões de doses prontas.

Mas os atraso continuaram em fevereiro, travando a utilização da fábrica que é capaz de produzir até 1,4 milhão de vacinas por dia e impedindo as primeiras entregas previstas já para a segunda semana daquele mês. Além disso, em março, o Instituto Serum, da Índia, que fornece o insumo, também notificou o atraso no envio das doses prontas. Das 12 milhões aguardadas, apenas 4 milhões de doses prontas foram entregues.

A Fiocruz ainda teve que lidar com um problema em uma linha de produção, o que provocou a paralisação de uma semana no processo de produção no começo deste mês. De acordo com “O Globo”, o problema foi em uma máquina que tampa os frascos da vacina.

No caso do Butantan, o instituto conseguiu acelerar o envase e destaca protagonismo na vacinação apontando que é responsável atualmente por “nove em cada dez vacinas contra Covid-19 aplicadas no Brasil”. O instituto espera ao menos um novo lote de IFA na próxima semana, que seria suficiente para produzir 3 milhões de doses. Com mais esse total, o instituto chegaria a 44 milhões de doses.

Para fechar o primeiro contrato com o governo federal, ainda precisa receber insumos para outras 2 milhões de doses necessárias para chegar aos 46 milhões.

Previsões e acordos com o Ministério

A Fiocruz informou ao G1 que têm a previsão de entregar 18,8 milhões de doses da vacina de Oxford/Covishield para o Ministério da Saúde em abril. Por sua vez, o cronograma do ministério para abril é diferente e prevê 21,1 milhões de doses envasadas e mais 2 milhões de doses já importadas prontas. Tanto Fiocruz quanto o Ministério não esclareceram a diferença entre as previsões.

Para os próximos meses, segundo a Fiocruz, mais três lotes de IFA têm previsão para embarcar em abril. Em maio, serão mais quatro remessas e, em junho, será enviado o último lote. A expectativa da fundação é entregar 104,4 milhões de doses de vacinas no primeiro semestre e mais 110 milhões no segundo semestre.

Nesta segunda-feira, o Butantan entregou mais cinco milhões de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde, totalizando 32,8 milhões de doses desde o início de janeiro. Até agosto, o instituto trabalha para entregar outras 54 milhões de doses, totalizando 100 milhões.

Desde janeiro, o Butantan já recebeu três carregamentos de insumos, totalizando 19,2 mil litros de IFA para a produção de 31,3 milhões de doses da CoronaVac. Além disso, o instituto também entregou ao Ministério da Saúde 6 milhões de doses prontas vindas da China.

Riscos de atrasos em março

Em março, três entre as quatro vacinas previstas correm risco de não entregar o número previsto pelo governo. No cronograma, o Instituto Butantan deveria entregar 23,3 milhões de doses em março. Até esta segunda-feira, foram entregues 17,6 milhões de doses em 8 datas ao longo do mês. Ainda são aguardadas 5,7 milhões de doses, que teriam que ser produzidas e entregues até quarta-feira (31).

consórcio Covax Facility entregou o primeiro lote com 1.022.400 de doses do imunizante da Oxford/AstraZeneca fabricado na Coreia do Sul no domingo (21). A previsão total para março era de 2.997.600 de doses, mas a diferença, de 1.975.200, deveria chegar também até a quarta-feira.

Já a Fiocruz informou a entrega de 1,8 milhão de doses em março. A previsão do cronograma é de 3,8 milhões e, segundo a instituição, estão previstas novas entregas que irão garantir os lotes combinados.

Notícias

CARRO SAI DA PISTA NA BR-116 E CAI EM RIBANCEIRA

Publicado

em

Na tarde desta segunda-feira (3), um veículo Fox, com placa de Manhuaçu, saiu da pista no km 550 da BR-116, caiu em uma ribanceira de aproximadamente 50 metros e capotou várias vezes. O acidente aconteceu em um trecho conhecido como Serra do Barro Branco, próximo à Santa Bárbara do Leste.

Segundo informações, o motorista perdeu o controle da direção em uma curva e o veículo passou direto. Chovia muito no momento do acidente.Segundo informado ao Polícia 24h, três pessoas estavam no carro e são moradores de Caratinga. Eles estariam seguindo de Guarapari (ES), para a Caratinga.

Segundo Erenaldo, do Resgate União, os dois passageiros não ficaram feridos, já o motorista, sofreu um corte na testa e suspeita de fratura no braço esquerdo e na clavícula. A vítima foi socorrida e levada para o Hospital Nossa Auxiliadora, em Caratinga.O registro da ocorrência ficou a cargo da Polícia Rodoviária Federal.

Fonte: Polícia 24h Leste Minas

Continue lendo

Notícias

CINCO PESSOAS MORREM APÓS CARRO INVADIR A CONTRAMÃO E BATER DE FRENTE COM ÔNIBUS NA BR-040

Publicado

em

Cinco pessoas morreram em grave acidente envolvendo um carro de passeio e um ônibus vinculado à Buser, na tarde deste domingo (26), na BR-040, em Ewbank da Câmara, na Zona da Mata. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os cinco mortos estavam no carro, um Pálio. Os óbitos foram confirmados por equipes do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

O Corpo de Bombeiros informou que 28 passageiros e dois motoristas estavam no ônibus, que saiu do Rio de Janeiro e seguia para Belo Horizonte. Um dos condutores teve um trauma no tórax, após a batida, e precisou ser encaminhado a um hospital da região.As vítimas fatais já identificadas são duas mulheres, de 26 e 45 anos, e um homem de 54.

Ainda conforme a corporação, chovia no momento do acidente. O motorista do Pálio perdeu o controle da direção, invadiu a contramão e bateu no ônibus. O veículo de passeio ficou completamente destruído.A assessoria de imprensa da Buser emitiu nota e informou que o ônibus é de propriedade da empresa Pedra Azul, com quem a startup tem atuado para prestar solidariedade aos familiares das vítimas e esclarecimentos às autoridades.

Segundo a Buser, os passageiros não tiveram ferimentos e foram realocados em um novo veículo para seguir com a viagem. “A startup afirma ainda que o ônibus em questão é um veículo novo, em excelente estado de conservação, com sensores de fadiga para o monitoramento permanente dos motoristas, além de possuir o sistema de telemetria, ferramenta que permite o controle em tempo real da velocidade”, disse a empresa em nota.

A Via-040, concessionária que administra a rodovia no trecho do acidente, informou que o acidente causou interdição parcial no sentido Rio de Janeiro. Há um congestionamento de cerca de 1km no local. O acidente ocorreu entre o acesso à Paula Lima e o posto da Polícia Rodoviária Federal.

Informações: O Tempo

Continue lendo

Saúde

Sem citar prazo, governo diz que vai analisar autorização da Anvisa para vacinar crianças contra a Covid

Publicado

em

Criança é vacinada contra Covid-19 em Leipzig, Alemanha, em 10 de dezembro de 2021 — Foto: Matthias Rietschel/Reuters

Anvisa liberou o uso da vacina da Pfizer para crianças entre 5 e 11 anos e segue decisão já adotada, por exemplo, nos EUA e na Europa. Conselho de secretários cobra que o ministério providencie as doses necessárias.

O Ministério da Saúde declarou nesta quinta-feira (16) que irá analisar a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que autorizou a aplicação da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19.

Não há previsão de quando a imunização vai começar porque a vacina para este público tem diferenças em relação ao produto que foi aplicado nos adultos. Estados e municípios não podem apenas utilizar doses já recebidos para outras faixas etárias: é preciso que o governo federal compre doses específicas para as crianças.

“Essa documentação precisa chegar ao ministério, vai ser analisada. São esferas diferentes de análise e decisão. Nós temos o objetivo de, com celeridade, dar o posicionamento do ministério”, disse Queiroga.

Queiroga disse que vai fazer uma “ampla” discussão com a sociedade civil sobre o tema, citando até o Conselho do Ministério Público Federal e o Conselho Nacional de Justiça.

“A aplicação de dose da vacina em criança depende de momento epidemiológico, tem uma série de avaliações”, disse o ministro.

Em seu histórico de ações na pandemia, o ministro Queiroga tem como um dos marcos negativos a decisão de suspender a vacinação de adolescentes. Poucos dias depois, a decisão foi revertida diante da comprovação de que um evento adverso em uma adolescente não tinha relação com a vacinação.

Bolsonaro pede nomes de responsáveis

Nesta noite, o presidente Jair Bolsonaro – que declara não ter se vacinado – levantou dúvidas sobre a decisão da Anvisa em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. O presidente cobrou a divulgação do nome dos responsáveis pela autorização e disse que os pais devem avaliar se darão ou não o imunizante.

“Não sei se são os os diretores e o presidente que chegaram a essa conclusão ou é o tal do corpo técnico, mas, seja qual for, você tem o direito de saber o nome das pessoas que aprovaram aqui a vacina a partir dos cinco anos para o seu filho. (…) Agora mexe com as crianças. Então quem é responsável é você pai. Tenho uma filha de 11 anos. Vou estudar com a minha esposa qual decisão tomar”, disse Bolsonaro.

Conselho cobra Ministério da Saúde

Após a decisão da Anvisa, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) manifestou o seu apoio à imunização de crianças e cobrou que o Ministério providencie as doses necessárias.

“Tendo em vista que para dar início à vacinação nesta faixa etária será necessária formulação específica desta vacina com um terço da fórmula “padrão” (10 microgramas por dose), o Conass aguarda posicionamento do Ministério da Saúde quanto à sua aquisição, o que é de sua competência”, afirmou o Conass.

O uso da vacina é necessário para combater o avanço da doença, principalmente frente a nova variante do coronavírus, a ômicron, que segundo evidências é mais transmissível que as demais cepas do vírus.

De acordo com o infectologista Renato Kfouri, representante da Sociedade Brasileira de Imunizações e que participou da avaliação da Pfizer junto à Anvisa, a Covid matou mais crianças do que coqueluche, diarreia, sarampo, gripe e meningite somadas.

“A gente fala que só 0,4% das mortes ocorrem nos menores de 20 anos, mas 0,4% de 600 mil mortes são mais de 2.500 crianças e adolescentes que perderam a vida para a Covid. Em dois anos, esse total de mortes é maior do que todo o calendário infantil. Se somarmos todas as mortes por coqueluche, diarreia, sarampo, gripe, meningite, elas não somam 1.500 por ano. A Covid-19 é uma doença prevenível por vacina que mais mata nossas crianças”, diz Kfouri.

A mesma autorização de uso já foi concedida pelo FDA e pela EMA (agências regulatórias de saúde dos Estados Unidos e União Europeia), além de países como Costa Rica, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Honduras, Panamá, Peru e Uruguai.

Fonte: g1.globo.com

Continue lendo
Publicidade

Mais lidas

%d blogueiros gostam disto:
Ativar notificações    OK Não, obrigado