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Ex-presidente das Maldivas é detido em maior caso de corrupção do país

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Abdulla Yameen é acusado de tentar subornar testemunha e se beneficiar de caso de desvio de dinheiro de uma companhia estatal.


O ex-presidente maldivo Abdulla Yameen foi detido nesta segunda-feira (18) depois que um juiz ordenou sua prisão preventiva por supostamente tentar subornar uma testemunha por um caso de desvio de US$ 90 milhões de uma companhia estatal.

O juiz Ahmed Hailam aceitou o pedido da Procuradoria do arquipélago e ordenou a detenção de Yameen até a conclusão do caso, que pode se tornar o maior escândalo de corrupção no arquipélago, comprovou a Agência Efe durante a audiência do ex-mandatário.

O ex-presidente, que perdeu as eleições gerais de setembro após uma grave crise institucional e política, foi detido pela polícia ao término da audiência preliminar ao julgamento.

Acusações

Yameen é acusado de se beneficiar do desvio de cerca de US$ 90 milhões obtidos pela Corporação de Marketing e Relações Públicas (MMPRC) através do arrendamento de ilhas e lagoas.

A quantidade roubada foi supostamente lavada por uma companhia chamada SOF, dedicada a vários tipos de negócios relacionados com hotelaria e organização de eventos, a mesma que supostamente transferiu US$ 1 milhão à conta do Yameen no Banco Islâmico das Maldivas.

O ex-presidente, que negou todas as acusações, tentou subornar testemunhas da investigação para que mudassem suas declarações, de acordo com as acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral das Maldivas, Aishath Bisham.

Defesa

O advogado de Yameen, Abbas Shareef, afirmou à Efe que recorrerá da detenção preventiva diante de um tribunal superior.

A Comissão Anticorrupção, encarregada da investigação do caso, “foi incapaz de provar que o valor transferido pelo SOF à conta de Yameen seja dinheiro público obtido graças à corrupção”, disse Shareef.

Crise institucional

Há um ano, a decisão do Supremo Tribunal de reabilitar nas suas cadeiras 12 parlamentares contrários ao Governo de Yameen e anular as sentenças contra nove líderes opositores desencadeou uma crise institucional e política no país.

O então presidente decidiu não acatar a decisão do principal órgão judicial e, em fevereiro do ano passado, declarou estado de emergência, ao assegurar que o presidente do Supremo, Abdulla Saeed, e o ex-ditador Maumoon Abdul Gayoom tinham orquestrado um golpe de Estado para derrocá-lo.

A situação mudou inesperadamente durante as eleições de setembro com a vitória da oposição, liderada pelo atual presidente, Ibrahim Mohammed Solih.

fonte: g1 – Agência EFE

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Brasil

2º caso de covid-19 confirmado em Raul Soares-MG

segundo caso confirmado de covid-19 em Raul Sores

Vinicius Silva

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Por volta das 18 horas de hoje 19-05-2020 a Secretaria Municipal de saúde da cidade de Raul soares-Mg confirmou o 2º caso de covid-19 e divulgou através da pagina oficial do Facebook.

Fonte: Fampage oficial da Prefeitura de Raul Soares – MG

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Brasil

Ministério da Saúde cancela coletiva na qual deveria apresentar detalhes de diretrizes sobre distanciamento

O anúncio das diretrizes para a saída do isolamento que seria feito nesta quarta-feira (13) foi adiado

Vinicius Silva

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Governo e conselhos de secretários não chegaram a consenso em reunião nesta tarde. Mais cedo, Bolsonaro fez cobrança pública a Teich após ministro criticar cloroquina.

O anúncio das diretrizes para a saída do isolamento que seria feito nesta quarta-feira (13) foi adiado. A reunião com os conselhos estaduais e municipais de saúde não chegou a um consenso. O ministro da saúde, Nelson Teich, afirmou na última segunda-feira (11) que era necessário debater com estados e municipios as diretrizes.

A coletiva de imprensa que revelaria o resultado desta conversa, marcada para a tarde desta quarta (13), foi cancelada. Em nota, o Ministério da Saúde informou que desde o último sábado (9), “a estratégia tem sido debatida com os conselhos dos secretários de saúde estaduais e municipais, o Conass e o Conasems”.

“O objetivo era ter um plano construído em consenso. No entanto, esse entendimento não foi obtido nas reuniões conduzidas até o momento”, diz a nota.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) divulgaram uma nota conjunta afirmando que acham o momento inoportuno para a pactuação e publicação das diretrizes sobre distanciamento social.

“Este é o momento de salvar vidas. Precisamos de um único consenso agora: a saúde e a vida das pessoas não pode esperar. União, estados e municípios devem somar esforços no enfrentamento da pandemia, para o bem de todos os brasileiros”, afirmou Alberto Beltrame, presidente do Conass.

Cloroquina: Bolsonaro x Teich

O cancelamento da coletiva ocorre ainda no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o remédio cloroquina e pediu ministros ‘afinados’ com ele. Isso porque Teich escreveu em sua conta no Twitter na terça-feira (12) que a cloroquina apresenta efeitos colaterais e que a prescrição deve ser feita em comum acordo entre paciente e médico. Um dos principais efeitos colaterais do remédio são complicações cardíacas; além disso, estudos recentes mostram que ela não teve eficácia contra o coronavírus.

“Todos os ministros são indicações políticas minhas e quando eu converso com os ministros eu quero eficácia na ponta. Nesse caso, não é gostar ou não do ministro Teich, é o que está acontecendo”, disse Bolsonaro.

Debate das diretrizes com os conselhos

Na última segunda-feira (11) o ministro da Saúde, Nelson Teich, divulgou uma prévia das diretrizes que devem orientar estados e municípios em suas decisões sobre medidas de isolamento social contra o novo coronavírus.

“A gente vai tá sempre junto. Isso é um trabalho das três esferas, tanto nas ações, quanto do planejamento. Na quarta vamos apresentar de forma mais detalhada”. – Nelson Teich, ministro da Saúde

O primeiro ponto das diretrizes é a “Avaliação de Riscos Quantitativa”, na qual o ministério lista 5 eixos que devem ser avaliados. A situação em cada um deles leva a uma pontuação que vai indicar a “definição dos níveis de distanciamento” e as “medidas a serem tomadas”.

Segundo Teich, a ferramenta vai estar disponível para estados e municípios a partir de quarta-feira. No mesmo dia o ministério vai apresentar detalhes das diretrizes. Um dos pontos que o ministro disse que será esclarecido futuramente é qual a indicação de distanciamento em cada nível de risco.

O ministro disse que ainda vai conversar com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) sobre as diretrizes em busca de um consenso. Teich disse que já tinha conversado com os conselhos no sábado e que foi surpreendido nesta terça com reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” de que houve rejeição à proposta dentro dos órgãos.

Fonte: g1.globo.com

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