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Diego Carlos diz que aceita desculpa de juiz após lance “bizarro”: “Hoje dou risada”

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Após ter suspensão anulada, zagueiro do Nantes afirma que até agora não entendeu agressão de árbitro, mas já faz até piada no Instagram com a situação

A cena foi inusitada – bem inusitada – e rodou o mundo: após um choque involuntário com o zagueiro Diego Carlos, o árbitro Tony Chapron, no chão, tentou dar um chute no brasileiro e, em seguida, o expulsou de campo durante a vitória do Paris Saint-Germain por 1 a 0 sobre o Nantes, pelo Campeonato Francês, no último domingo. Revoltado, o brasileiro reclamou, em vão, e foi para o vestiário. Somente na segunda-feira, a federação anulou o cartão, liberou o atleta da punição e suspendeu o juiz por tempo indeterminado. Após tanta polêmica, Diego Carlos conversou com o GloboEsporte.com nesta terça e admitiu: quase perdeu a cabeça na hora ao receber o segundo cartão amarelo, mas aceitaria as desculpas de Chapron depois que a situação “bizarra” foi resolvida.

– Foi um momento bizarro, porque eu estava correndo para tentar recuperar uma bola, que eles estavam no contra-ataque. E o árbitro estava correndo do meu lado, um pouco à frente, mas quando ele muda de direção, fica mais difícil porque eu não posso fazer nada. Então, eu toco nele com o braço, ele acaba caindo na minha direção e, como ele caiu na minha frente, ao mesmo tempo que ele me chuta, ele me olha. E consegue me chutar… Isso eu nunca tinha visto na minha vida.

Diego, que começou no América de Rio Preto-SP e teve passagem Portugal antes de chegar ao futebol francês, se diz mais calmo agora que tudo ficou claro, mas não esconde a revolta que sentiu no momento que o lance ocorreu.

– Minha reação foi olhar pra ele e falar sem acreditar “O que você fez? Como assim? Eu não estou entendendo”. Foi aí que ele volta atrás, me dá um cartão amarelo e depois um vermelho. Eu tento tocar nele, para mostrar o que ele fez, porque eu não estava conseguindo entender ainda. Foi aí que todos os jogadores vieram e ficaram me segurando, para eu ter calma. Até mesmo vem o Marquinhos (zagueiro do PSG) e tenta me controlar. Então eu não consegui entender, até hoje eu não consigo entender por que ele fez isso. Mas a situação já está toda resolvida agora, eu já posso jogar, então eu estou mais tranquilo, mais calmo. Mas uma situação como essa, hoje eu dou risada, mas na hora do jogo eu estava muito bravo com ele, muito nervoso mesmo, porque foi uma situação extraordinária pra mim, eu nunca tinha visto isso.

O atleta de 24 anos se diz aliviado por ter seu cartão vermelho retirado e poder entrar em campo contra o Toulouse nesta quarta-feira. E ele acredita que no dia seguinte as providências corretas foram tomadas pela Comissão Disciplinar da Federação Francesa e não teria problemas em aceitar desculpas de Tony Chapron pelo episódio.

– Eu aceitaria a desculpa dele sim. Depois ele viu que ele errou, ele viu que ele estava errado e todo mundo viu isso. Eu aceitaria a desculpa dele sim porque ele assumiu isso, ele retirou o meu cartão, ele tomou uma punição. Eu acho que ele merece a punição sim, porque quando a gente toca em um árbitro, a gente é punido, por que então eles não podem? Não estou falando isso por maldade. Estou falando isso por uma regra, por um jogo.

O zagueiro, natural de Dois Córregos (SP), conta que a segunda-feira foi um dia diferente na carreira dele. Recebeu muitas mensagens de apoio e telefonemas – todos falando desse lance único.

– Eu não me imaginava numa situação dessa, foi uma situação impressionante pra mim. Recebi muitas ligações, muitas mensagens, principalmente de apoio e todo mundo ao meu lado. Isso me deixou muito feliz porque o mundo todo viu isso. Então estou muito agradecido a todo mundo. Todo mundo vendo ficou mais fácil para o árbitro voltar atrás de tudo que ele fez de errado. Só esse momento com o árbitro mesmo que foi o mais bizarro, que a gente nunca tinha visto na história.

Diego está no Nantes desde 2016 e é um dos principais jogadores do time do técnico italiano Claudio Ranieri, que chegou este ano ao clube. O Nantes está em quinto no lugar no Campeonato Francês.

Diego Carlos em ação contra o PSG: zagueiro está liberado para jogo desta quarta (Foto: DAMIEN MEYER / AFP)

 

Com informações do globo esporte

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Olimpíadas de Tóquio são adiadas para 2021, depois de pedido de primeiro-ministro do Japão

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Abe Shinzo pediu ao Comitê Olímpico para adiar os jogos que deveriam acontecer em Tóquio neste ano.

Shinzo Abe falando ao Parlamento em 2019 — Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko
Shinzo Abe falando ao Parlamento em 2019 — Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko

O primeiro-ministro japonês, Abe Shinzo, confirmou nesta terça-feira (24) que pediu ao Comitê Olímpico Internacional o adiamento de um ano dos Jogos Olímpicos, que estavam programados para o dia 24 de julho.

Abe fez o anúncio a jornalistas depois de uma conversa telefônica com o presidente do COI, Thomas Bach. Segundo ele, o COI aceitou o pedido.

O COI, então, confirmou em um comunicado o adiamento assinado em conjunto com o governo japonês:

“Na circunstância presente, e baseados na informação providenciada pela Organização Mundial da Saúde, o presidente do COI e o primeiro-ministro do Japão concluíram que os Jogos da 32ª Olimpíada em Tóquio devem ser reagendados para uma data para além de 2020, mas não depois do verão de 2021, para garantir a saúde de atletas, todos envolvidos nos Jogos e a comunidade internacional.”

As Olimpíadas, portanto, deverão ser realizadas em 2021. Mesmo assim, o nome oficial do evento será Tóquio 2020, de acordo com o governador de Tóquio, Yuriko Koike.

Os Jogos Olímpicos foram adiados por causa da pandemia do Covid-19, que impactou a organização do evento e também a preparação dos atletas.

A conversa telefônica incluiu, além de Abe e de Bach, o governador de Tóquio, Yuriko Koike, e o líder da organização dos Jogos, Yoshiro Mori.

Abe pediu para que Bach tomasse uma decisão o mais rápido possível, segundo a NHK.

Essa é a primeira vez, na era moderna, que os Jogos Olímpicos são adiados. Eles foram cancelados em três ocasiões: 1916, 1940 e 1944.

Pressão de atletas

O Comitê Olímpico do Canadá havia publicado uma carta na segunda-feira (23) na qual informou que ia boicotar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos se eles fossem realizados em 2020. A Austrália também informou que não enviaria seus atletas.

Noruega e Grã-Bretanha pressionaram o COI e ameaçaram não participar dos Jogos.

Eliminatórias congeladas

A maioria (78%) dos atletas era favorável a um adiamento, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo “The New York Times”.

As medidas de contenção do coronavírus, que em muitos países incluem a proibição de viagens, interromperam os jogos eliminatórios para as Olimpíadas. Muitos dos atletas não podem sair de casa por causa das medidas de isolamentos impostas.

Ainda assim, até o domingo (22), o COI tinha dito que só tomaria uma decisão em quatro semanas.

Fonte: G1.globo.com

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Mufarrej confirma Honda com portões fechados e promete “estreia efetiva quando tudo se regularizar”

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Principal contratação do Botafogo, japonês estreará neste domingo, contra o Bangu. Partida não poderá ter presença de torcedores por determinação da Ferj em razão de coronavírus

A determinação de jogos com portões fechados no Campeonato Carioca a partir deste fim de semana em razão do novo coronavírus frustrou os planos do Botafogo para a estreia de KeisukeHonda, que ocorrerá neste domingo, contra o Bangu, pela terceira rodada da Taça Rio.

Após reunião na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) nesta sexta, o presidente alvinegro, Nelson Mufarrej, confirmou que o meia japonês fará sua primeira partida pelo clube neste fim de semana, mas prometeu uma “estreia efetiva” junto à torcida “quando tudo se regularizar”.

– Lamentamos, mas temos que entender que o coronavírus é um problema mundial, mas vida que segue. Vamos estrear com ele (Honda), mas vamos, se Deus quiser, quando tudo se regularizar, vamos fazer a estreia efetiva em nosso estádio na presença dos torcedores botafoguenses.

O Botafogo vinha utilizando a estreia do japonês para convocar a torcida para comparecer em peso ao estádio Nilton Santos no domingo. Com a medida de portões fechados, o clube já divulgou orientações para que os torcedores que compraram ingressos peguem o dinheiro de volta.

Honda tinha sua estreia programada para a última terça-feira, contra o Paraná, pela Copa do Brasil. No entanto, o japonês ficou gripado e não pôde participar da partida. Ele chegou, inclusive, a pedir desculpas. Agora que estará à disposição do técnico Paulo Autuori, é a torcida que não poderá estar presente. O encontro efetivo ainda não tem data para ocorrer, pois a medida da Ferj de jogos com portões fechados é de prazo indefinido.

Honda, Jairzinho, Nelson Mufarrej e Marco Agostini — Foto: Vitor Silva/Botafogo
Honda, Jairzinho, Nelson Mufarrej e Marco Agostini — Foto: Vitor Silva/Botafogo


Fonte: Thayuan Leiras — Rio de Janeiro / globoesporte.globo.com

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