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De olho no Flamengo, Alisson diz: “Vou trabalhar para não ter gol do Gabigol”

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Alisson se aquece antes de duelo pela Premier League — Foto: John Sibley/Reuters

Multicampeão com o Liverpool e considerado o melhor goleiro do mundo, jogador afirma que Reds também querem vencer o Mundial de Clubes

Prestes a disputar o Mundial de Clubes com o Liverpool, a partir do dia 17 de dezembro, o goleiro Alisson está de olho nos rivais e numa eventual final contra o Flamengo, que conquistou a Libertadores após derrotar o River Plata por 2 a 1, com dois gols de Gabriel Barbosa. E é justamente o atacante rubro-negro que faz o arqueiro querer trabalhar dobrado para sair de campo sem sofrer gols e com mais um troféu na bagagem.

– Isso aí, dependendo da minha resposta, vocês vão usar por bastante tempo, né? Não vou dar essa arma aí para vocês. Vou trabalhar e, com certeza, se tiver Liverpool e Flamengo, vou trabalhar para que não tenha gol do Gabigol. Apesar de ser um jogador que está com a confiança lá em cima e já demonstrou que tem qualidade e potencial para isso. Vou traalhar não só para ele não fazer gol, como também para que o Flamengo não faça gols e a minha equipe saia vencedora desse confronto.

Alisson também falou das amizades que têm no elenco do Flamengo.

– O Filipe Luis é um amigo que eu tenho no futebol. A gente acaba convivendo com muitas pessoas, acaba conhecendo a história dessas pessoas aqui dentro da Seleção. Ele é um cara que eu me identifico muito, a gente tem um estilo parecido. Convivemos muito aqui na Seleção, espero conviver mais, porque é um cara que pode acrescentar mais à Seleção, um jogador experiente, que está demonstrando que está em altíssimo nível pelas atuações no Flamengo, que também tem outros jogadores, como Gabigol, Bruno Henrique, o Gerson, com quem joguei na Roma, está arrebentando também.

Alisson durante a passagem por Abu Dhabi com a seleção brasileiro no fim de novembro — Foto: Márcio Iannacca / GloboEsporte.com
Alisson durante a passagem por Abu Dhabi com a seleção brasileiro no fim de novembro — Foto: Márcio Iannacca / GloboEsporte.com

O goleiro aproveitou para rechaçar as especulações de que o Liverpool não tem interesse na conquista do Mundial.

– Pode contar que quem entra em campo vai com tudo, vai para vencer. Nosso time é muito competitivo, nosso dia a dia de treinamento é muito competitivo. Queremos vencer. De fora, muitas vezes não se dá importância para o Mundial e para as copas, Copa da Inglaterra, Copa da Liga. Mas o nosso grupo é de jogadores que querem vencer. Sentimos o gostinho de vencer no ano passado. Sentimos o gostinho de vencer a Champions no ano passado e quando você sente o gostinho quer conquistar mais.

No bate-papo, Alisson falou de suas referências na posição e da pressão da torcida para o Liverpool vencer a Premier League, título que não conquista há 29 anos.

Todo time começa por um grande goleiro…

– Ganhei algumas coisas… Seleção dos 11 da Fifa, o top 11, melhor goleiro da Fifa, no The Best, melhor goleiro da Champions League, top 5 da UEFA, luva de ouro da Premiere League, o goleiro com maior número de jogos sem sofrer gols, o clean sheet, como é conhecido por nós, indicação da Bola de Ouro e indicação ao Prêmio Yashin, que eles vão fazer nessa temporada, em homenagem ao único goleiro a vencer a Bola de Ouro. O Yashin é conhecido como Aranha Negra.

Sua camisa, inclusive, é parecida com a do Yashin

– Eu gosto muito de preto. No Liverpool, agora, nesta temporada a nossa cor principal é o preto, eu acho que combina com o goleiro, para ficar um pouco fora do raio de alcance dos atacantes.

Você não é um goleiro espalhafatoso.

– Assim como fui elogiado por isso, também já fui criticado, tem muita gente que diz: “ah, só pega as fáceis, não faz defesa difícil”. Mas eu gosto muito de simplificar o jeito de jogar. Cada goleiro tem o seu estilo. Eu me identifico com esse estilo, de um goleiro mais simples, que não faz as defesas ficarem muito alegóricas, tento não fazer aquelas defesas plásticas. Quando precisa dar um salto, eu salto, quando precisar me atirar, eu me atiro. Mas a minha escola, que é a mesma do Taffarel, a escola do Inter de goleiros, é mais voltada para simplificar as coisas.

Taffarel é o preparador se goleiros da seleção brasileira. É uma referência? E quem são as outras?

– Eu gosto de observar bastante, aprendi muito observando. Um dos goleiros que mais observei foi o meu irmão, o Muriel, então para mim ele é a referência número um. Cresci vendo ele jogar. Começou com 12 anos, eu acompanhava os treinamentos quando tinha 7. Gosto muito do Buffon também, da linha de trabalho dele. E gosto muito do Neuer. São esses os goleiros que eu busquei mais inspiração, além dos goleiros brasileiros, como o Júlio César, que foi fazendo sucesso no decorrer do tempo. Tem um goleiro com uma postura muito séria também, que é o Clemer, que foi um goleiro que fez história quando eu estava crescendo no Internacional. Tem várias pessoas que fizeram história, mas estes que eu citei foram os principais.

O que pode falar do Julio Cesar?

– O Julio fez história, como eu, na Itália. Não fiz história, história… Mas o Julio conquistou uma parte dos títulos dele na Itália e eu tenho identificação muito grande com o futebol italiano, que foi o que me abriu as portas na Europa, através da Roma. Fiz uma excelente temporada lá também, infelizmente não vieram títulos, mas a gente fez uma campanha muito grande em relação ao clube, foi a segunda vez que a Roma alcançou a semifinal da Champions. Foi um feito significativo. Além da evolução técnica, crescimento profissional. Para mim, a temporada foi tão boa quanto a do Liverpool, talvez até melhor em termos de ação, eu trabalhava mais. E o Julio fez história na Seleção, um dos goleiros com maior número de partidas também, sempre em alto nível, tendo bom rendimento com regularidade alta. Era um goleiro muito técnico também, rápido, de velocidade, explosão, que é característica do goleiro brasileiro, mas também com uma técnica refinada. Com certeza é uma inspiração para mim.

Qual a importância de ganhar a Premier League?

– Se você perguntar para um torcedor do Liverpool qual título prefere ganhar, a Premier ou a Champions, com certeza ele vai responder a Premier. São mais de 30 anos sem vencer a liga, nunca venceram no formato atual, que é a Premier League e faz mais de 30 anos que mudou da Liga Inglesa para Premier League. É o único título que os torcedores de outros clubes podem tirar uma onda com o torcedor do Liverpool. Bateram na trave muitas vezes, se não me engano em 2014 chegaram perto, abriram cinco pontos na liderança, mas perderam a vantagem nos últimos três jogos se não me engano. Na última temporada também a gente bateu na trave, ficamos com uma diferença de um ponto para o City. Ficamos com 97 pontos, a maior campanha da história do Liverpool na Premier League. Nós sabemos a dificuldade que é para ter esse título. Todas as conquistas são saborosas, têm um significado importante, algumas conquistas são mais difíceis, envolvem toda uma história por trás. Com certeza, se Deus nos abençoar com essa conquista, vai ficar na minha história e também na de muitos torcedores.

E no Mundial? O Liverpool vai com força máxima?

– A gente não sabe ainda o que vai acontecer, temos um jogo no dia 17 pela Copa da Inglaterra, se não me engano a nossa estreia no Mundial é dia 18. Então ele (treinador) vai ter que dividir o grupo ou usar o time sub-23. O que a gente sabe é que o Mundial está na lista de importâncias do Liverpool. Além da Premier League e da Champions é um título que a gente quer conquistar. É importante para o clube, para a imagem do clube, para nós jogadores. Para mim, particularmente falando, eu venho de uma cultura do Brasil que trata o Mundial de Clubes como uma das competições mais difíceis, por jogar contra uma equipe europeia. Mas eu valorizo, sim, essa competição, nós valorizamos essa competição e quem for para lá, independentemente do jogador, vai dar o seu melhor.

E a seleção… Qual balanço faz de 2019?

– Nesse ano a gente tinha um objetivo muito grande que era conquistar a Copa América, que é carimbar essa passagem dessa geração, uma geração que se renovou depois de 2014, passando pelo Mundial de 2018… Depois disso, alguns jogadores mudando. Esse título representa muito para nós dentro do grupo, é a valorização de um trabalho que, com uma derrota, uma eliminação na Copa do Mundo, parece que não está certo. Mas, com certeza, a gente ter vencido a Copa América demonstrou que está sim no caminho certo. Valorizamos muito essa conquista. Obviamente esses últimos resultados nos amistosos não nos deixa confortável, mas acredito que não é motivo de se apavorar com isso, pensar que está tudo errado e tem que mudar. Pelo contrário, a gente tem que se firmar no resultado que tivemos na Copa América, saber que trilhamos um caminho para chegar ali e retomar essa estrada. Esses amistosos o Tite tem usado para testar jogadores novos. Nessa convocação que teve agora, ele não teve a possibilidade de convocar jogadores importantes que atuam no futebol brasileiro e aproveitou para dar oportunidade para jogadores jovens, é o caso do Rodrygo, do Douglas, do Wesley, jogadores que vieram pela primeira vez defender a seleção brasileira. Isso mostra a força da Seleção, em quantidade de jogadores e também qualidade. Seleção é resultado, a gente tem que dar resultado. O nosso próximo objetivo é as Eliminatórias. Sabemos que tem que melhorar, que os jogadores têm que ser melhores. Com certeza a gente tem que dividir responsabilidades aqui. O Tite tem a responsabilidade dele, a comissão técnica tem responsabilidade, mas os jogadores também têm uma grande responsabilidade, são os jogadores que fazem acontecer. Não existe pessoa no Brasil e no mundo que cobre mais a Seleção do que os integrantes da Seleção, os jogadores e a comissão técnica. A nossa cobrança é muito grande em cima de resultado e desempenho.

Tite falou em reinventar. O que seria isso?

– A gente tem um estilo de jogo, o futebol brasileiro tem um estilo de jogo, um futebol alegre, para cima, criativo, de muitas vezes individualizar as jogadas, principalmente no ataque. Mas o futebol moderno exige que uma equipe seja muito bem organizada taticamente na marcação. A gente é uma equipe de muita intensidade, que precisa da intensidade, dar ritmo de jogo. Quando a gente não consegue dar ritmo isso atrapalha o nosso desempenho. Foi o caso, por exemplo, o que aconteceu com a Argentina, um jogo muito cortado, eles paravam o nosso ataque com faltas a toda hora. Isso acaba prejudicando um pouco o nosso estilo de jogo. A reinvenção eu também vejo pela mudança de jogadores. Por exemplo, na Copa do Mundo, a gente tinha uma equipe, que jogava de uma maneira com Renato Augusto e Paulinho, jogadores com características de chegar na frente, mas com uma marcação muito forte, jogadores que se dedicavam muito no setor de marcação. Hoje temos uma mudança com o Arthur, que é um jogador de mais criatividade, o Casemiro é um jogador que sustenta muito no meio de campo, o Fabinho que está chegando agora também desempenha muito bem no Liverpool nas duas fases, na de marcação e ajudando na criação. O Paquetá é um jogador praticamente exclusivo de criação. Acredito que essa reinvenção é isso que ele quer dizer quando fala disso, mudança de jogadores e de característica, e a partir da característica que cada atleta tem e trabalhar para a Seleção, arrumar um jeito coletivo de fazer as coisas acontecerem e não se tornar uma equipe previsível. Quando a gente joga de uma maneira e um adversário encontra uma maneira de neutralizar essa maneira de jogar precisamos ter uma alternativa. Acredito que por isso ele falou de reinventar, todo dia está se reinventando, todo dia preparar algo novo para surpreender o adversário dessa maneira.

Com informações Bruno Cassucci, Carlos Gil e Marcio Iannacca — Abu Dhabi, Emirados Árabes / globoesporte.globo.com

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Reforço do Grêmio, Caio Henrique pega dicas e ganha boas-vindas de parceiro da seleção sub-23

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Caio Henrique, lateral-esquerdo da seleção sub-23, foi anunciado pelo Grêmio — Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Matheus Henrique, volante do Tricolor, passa conselhos a lateral-esquerdo: “Renato é tranquilo”

Bem antes de ser anunciado como reforço do Grêmio, nesta terça-feira, o lateral-esquerdo Caio Henrique procurou o volante Matheus Henrique, companheiro na seleção sub-23, para pegar conselhos sobre o novo clube e a cidade de Porto Alegre.

O ex-jogador do Fluminense recebeu as boas-vindas e também algumas dicas do parceiro.

– A gente já tinha conversado, eu já sabia que ele ia para lá, tinha conversado com o Caio e ele tinha até me pedido indicações de locais para morar. Eu não podia falar, né? (risos) Tinha que esperar o anúncio do clube. É um grande jogador, dispensa comentários, não à toa está na seleção. É nosso titular aqui e também demonstrou no Fluminense. Falei para ele: seja bem-vindo, vai dar tudo certo, é mais um para ajudar a gente – contou Matheus Henrique, em entrevista coletiva, nesta terça-feira.

– Eu indiquei alguns locais para ele morar, falei para ele que é tranquilo, a cidade é boa, o professor Renato é tranquilo e o grupo é bom, tenho certeza que ele vai se dar bem lá.

Com Caio e Matheus como titulares, o Brasil enfrenta o Uruguai nesta quarta-feira, às 22h30 (de Brasília), na segunda rodada da fase de grupos do Pré-Olímpico.

O volante disse esperar um jogo com muito contato físico e também catimba dos uruguaios.

– A gente sabe que é muito complicado, tanto na parte física como na psicológica. Eles sabem muito bem da nossa qualidade, então tem determinados momentos que eles querem tirar a gente do nosso controle, com jogadas desleais. Isso já foi passado para a gente ter controle emocional em campo – disse Matheus Henrique.

Brasil e Uruguai são líderes do Grupo B, que ainda conta com Bolívia, Paraguai e Peru. Primeiro e segundo colocados avançam para o quadrangular final. Os dois melhores se classificam para os Jogos de Tóquio.

Fonte: Bruno Cassucci — Armênia, na Colômbia – globoesporte.globo.com/

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Agora do Flamengo, Michael se despede do Goiás e sonha alto no novo clube: “Vou viajar o mundo”

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Atacante de 23 anos relembra origem humilde e promete brilhar com a camisa rubro-negra

Do terrão ao futebol profissional, do modesto Goianésia ao Flamengo, passando pelo Goiás e agora sonhando com o “mundo”. Oficialmente jogador rubro-negro, o atacante de 23 anos, vendido por 7,5 milhões de euros nesta sexta-feira, se despediu do Verdão prometendo voos ainda maiores no novo clube.

Em entrevista à TV oficial do Goiás (assista abaixo), Michael usou a nova tatuagem, feita durante as férias, para resumir sua trajetória de dificuldade na vida e mostrar que quer muito mais do que já conquistou.

– Sou eu com a bola, um leão nas costas, o cabelo… Saí de Poxoréu (MT) e vim para Goiânia. Tinha o sonho de jogar em grandes estádios, como joguei na Série A agora, e ganhar troféus, como o de revelação do Brasileiro. Hoje saio de Goiânia e vou viajar o mundo.

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Confira a despedida de Michael no GOIÁS 🤖🇳🇬 @brudanieller

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Contratado pelo Goiás no decorrer de 2017, Michael fez questão de demonstrar gratidão ao clube que o projetou nacionalmente e o ajudou a ser eleito a grande revelação da Série A em 2019.

– O ser humano, quando é grato, é mais feliz. Saber valorizar a oportunidade que cada um te dá e que cada um deposita em você. Isso tem que vir com a gratidão. Saber que quem confiou em você merece carinho especial. Sou diferente porque sou grato a tudo e a todos.

Michael com a diretoria do Goiás na despedida do clube — Foto: Rosiron Rodrigues
Michael com a diretoria do Goiás na despedida do clube — Foto: Rosiron Rodrigues

Ele prometeu voltar a vestir a camisa esmeraldina no futuro.

– Vou (voltar). Aqui é minha casa. Estou há três anos nesse clube maravilhoso que é o Goiás. Espero ir e voltar em breve.

Michael abraça Hailé Pinheiro, presidente do Conselho do Goiás — Foto: Rosiron Rodrigues
Michael abraça Hailé Pinheiro, presidente do Conselho do Goiás — Foto: Rosiron Rodrigues

Com informações do Guilherme Gonçalves — Goiânia – globoesporte.globo.com

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