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Economia

Assembleia de credores da Oi é adiada

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Decisão da Justiça do Rio foi divulgada nesta sexta-feira. Agendada para segunda-feira, assembleia foi remarcada para 6 de novembro, em 1ª convocação, e 27 de novembro, em 2ª.

A 7ª Vara Empresarial do Rio aceitou o pedido de adiamento da Assembleia Geral de Credores do Grupo Oi. Inicialmente agendada para segunda-feira (23), foi remarcada para 6 de novembro, em primeira convocação, e 27 de novembro, em segunda.

O pedido de adiamento foi feito por diversos credores, como a BNP Paribas Fortis SA/NV, o HSBC, o Banco do Brasil S/A, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, a Caixa Econômica Federal, entre outros.

As empresas alegaram ser prematura a realização da Assembleia e afirmaram que ainda pretendem evoluir nas negociações para construção de alternativas viáveis.

“Considerando o pedido formulado por credores extremamente relevantes desta recuperação, quais sejam bancos públicos, instituições financeiras privadas e expressivos fundos detentores de bonds que, aliás, são os que mais peticionam nos autos e participam do processo de recuperação, que detêm parte expressiva do crédito junto ao Grupo Oi, não vejo como não autorizar o adiamento (…) assim o faço porque também estou levando em consideração que os credores detentores de créditos menores não sofrerão prejuízo com o adiamento” escreveu o juiz Fernando Vianna na decisão.

A Oi pediu recuperação judicial em junho de 2017 e tem uma dívida estimada em quase R$ 65 bilhões e cerca de 55 mil credores. No último dia 11, o plano de recuperção judicial foi entregue à 7ª Vara. O plano precisa ser aprovado em assembleia de credores para ter validade.

A empresa já tinha feito proposta anterior, mas ela não chegou a ser votada em assembleia porque foi mal recebida pelos credores.

Mais cedo, o presidente da Oi, Marco Norci Schroeder, afirmou após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Brasíli, que a empresa estava “aberta” a um eventual novo adiamento da assembleia de credores da empresa.

Além de dívidas com o Banco do Brasil, BNDES e Caixa, a Oi tem uma dívida de aproximadamente R$ 20 bilhões com a Anatel. A empresa enfrenta desde junho do ano passado um processo de recuperação judicial.

Segundo o presidente da Oi, o adiamento da assembleia, porém, prejudicaria a empresa, pois, em sua visão, é “importante virar essa página”.

“A gente fez bastante coisa em um ano, aceleramos investimento, melhorou muito no sentido de qualidade. A gente reduziu em quase 30% as reclamações com a Anatel, mas tem que mudar essa página para a gente poder falar da questão tributária, da internet das coisas. É importante encerrar ainda neste ano”, avaliou ele.

AGU discute soluções

Recentemente, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, afirmou que o governo pode levar ao Congresso Nacional uma proposta de mudança na lei para tentar viabilizar uma solução para o pagamento da dívida que a Oi tem com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Com informações do G1 Rio 

Brasil

Enchente em Córrego Novo

Ocorreu no dia 19 de novembro uma forte chuva que atingiu a cidade de Córrego Novo MG deixando muitos desabrigados e destruição em mais de 60% da cidade.

Vinicius Silva

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fonte: https://plox.com.br/noticia/20/11/2019/mais-da-metade-das-casas-em-corrego-novo-foram-atingidas-por-enchente-diz

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Economia

Bovespa tem maior queda em mais de 1 ano; ação da Petrobras despenca mais de 14%

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O Ibovespa caiu 4,49%, aos 75.355 pontos.

O principal índice de ações da bolsa brasileira (B3), o Ibovespa, fechou em forte queda nesta segunda-feira (28), com o mercado ainda reagindo aos desdobramentos da greve dos caminhoneiros, com preocupação sobre o impacto nas contas públicas e nos diversos setores afetados. A baixa foi ampliada pela queda de mais de 14% das ações da Petrobras.

O Ibovespa caiu 4,49%, aos 75.355 pontos. Veja a cotação. Foi a maior queda diária desde o dia 18 de maio de 2017, quando o mercado reagiu às primeiras notícias sobre as delações da JBS envolvendo gravação de conversa com o presidente Michel Temer.

Com o recuo desta segunda, a bolsa reverteu os ganhos do ano, e agora passa a acumular recuo de 1,37% em 2018.

“O mercado estava arisco hoje o dia todo. A queda foi acelerada no final em razão de durante toda a segunda-feira não ter nenhum fato importante que garanta que realmente a greve está perto do fim e o governo conseguiu solucionar o problema”, afirma o economista Pedro Coelho Afonso.

“Os grandes fundos que estão vendendo e zerando posição [ou seja, colocando ações à venda] pressionam no final para justificarem que o que fizeram durante todo o pregão estava correto”, acrescenta o analista-chefe do fundo de private equity, DMI Group.

O dia foi marcado ainda por falta de referência do mercado externo, já que o pregão esteve fechado em Wall Street em virtude do feriado nos Estados Unidos.

Petrobras despenca

A ação preferencial da Petrobras (que dá preferência na distribuição de divivendos caiu 14,59% nesta segunda, enquanto a ordinária (que dá direito a voto em assembleias da empresa) recuou 14,06%. Segundo a Reuters, em 8 pregões a empresa perdeu R$ 146 bilhões em valor de mercado.

Além de reagir ao anúncio de redução do preço do diesel em resposta às manifestações dos caminhoneiros, o mercado também mostrou preocupações sobre o anúncio de que os petroleiros também entrariam em greve, em um dia já marcado pela tendência negativa pela queda dos preços internacionais do petróleo.

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) decidiu convocar uma greve da categoria para começar na terça-feira (29) contra a política de preços da Petrobras, acompanhando a decisão da Federação Única dos Petroleiros (FUP) de convocar greve de 72 horas a partir de quarta-feira (30), véspera do feriado de Corpus Christi no Brasil.

O papel da empresa já vinha registrando quedas consecutivas nos últimos dias. Em nota divulgada nesta segunda, a Petrobras declarou que “não subsidiará o preço do diesel e não incorrerá em prejuízo, uma vez que será ressarcida pela União, em modalidade ainda a ser definida”. Na avaliação de especialistas ouvidos pelo G1, porém, a petroleira cedeu a pressões políticas e perdeu credibilidade.

Greve continua

Apesar de a Petrobras estar em evidência, a greve também tem atingido diversos setores da economia. “Há um desabastecimento generalizado, inclusive na cadeia alimentar”, disse à Reuters o gestor Marco Tulli Siqueira, da mesa de operações de Bovespa da Coinvalores.

Nesta manhã, a fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo e a Suzano Papel e Celulose anunciaram paralisação das atividades devido à greve dos caminhoneiros.

Greve dos caminhoneiros provoca interrupção de serviços e escassez de produtos (Foto: Reprodução/TV Fronteira)

Greve dos caminhoneiros provoca interrupção de serviços e escassez de produtos (Foto: Reprodução/TV Fronteira)

Os caminhoneiros continuam parados mesmo após o governo anunciar na véspera que vai reduzir o preço do litro do diesel em R$ 0,46 por 60 dias. Na semana passada, o governo já tinha anunciado corte de 10% no preço do combustível.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, informou nesta segunda-feira que a redução do preço do diesel terá custo total de R$ 9,5 bilhões aos cofres públicos. Guardia disse ainda que o governo pode ter que aumentar tributos para compensar uma parte da despesa que terá com a redução do diesel.

“A percepção de que o governo brasileiro está com dificuldades para se arrastar até o final do mandato cresceu fortemente. O estouro das contas públicas, que seria mitigado pela recuperação da economia, pela queda dos juros, cortes das despesas e reformas, está firme em uma trajetória explosiva, realimentada pela decisão de cobrir as demandas dos caminhoneiros com cortes de impostos”, escreveu em nota Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

Com informações da Karina Trevizan, G1

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