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A aldeia onde eles tiram selfies com múnias

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É um dia de sol quente e pegajoso, como costuma acontecer aqui. Um ancião da aldeia caminha em direção a uma tumba - abrindo a entrada e puxando um caixão vermelho cilíndrico com a ajuda de seus amigos.

Nas montanhas da ilha Indonésia de Sulawesi vive uma tribo que tem uma abordagem totalmente diferente da morte da maioria das pessoas neste planeta. No ritual dos parentes Man’ene desenterram seus parentes mortos, os limpa, tiram selfies com eles e então os devolvem aos seus caixões.

É um dia de sol quente e pegajoso, como costuma acontecer aqui. Um ancião da aldeia caminha em direção a uma tumba – abrindo a entrada e puxando um caixão vermelho cilíndrico com a ajuda de seus amigos.

Ele abre o caixão para revelar o cadáver mumificado de sua mãe.

Os parentes se reúnem em volta e olham com amor enquanto Mama Kristina os encara sem expressão.

Mama Kristina é retirada de seu caixão e cuidadosamente limpa e vestida com roupas novas e limpas. Seu filho segura o cadáver mumificado da mãe em pé e a embaralha para que ela possa olhar a vista sobre os campos de arroz. Ele murmura amorosamente para ela enquanto faz isso.

Ela é apoiada pela casa da família para que sua família possa se conectar com ela novamente. Eles posam ao lado dela – tirando fotos com seus smartphones para postar no Facebook.

“Prezamos o amor dos nossos pais e queremos retribuir”. Explica o filho: “É assim que nos lembramos deles”.

Um segundo caixão é aberto e uma múmia é retirada. É um tio. Eles tiram o pó dele, colocam um cigarro fumegante em sua boca e posam ao lado dele tirando selfies.

múmias indonésias esquisitas
“Ma’nene é sobre nos lembrar de mostrar amor por nossos ancestrais”, explica um ancião. “Talvez eu ainda não tivesse nascido e meus ancestrais tivessem morrido, mas durante esta manene, posso mostrar gratidão a eles, pois teria sido impossível para mim nascer, se não fosse por meus ancestrais.”

Depois de seu tempo em nosso mundo, os cadáveres mumificados são ternamente colocados de volta em seus caixões. Dinheiro e cigarros são colocados ao lado deles. Em seguida, a tampa é fechada e eles são recolocados no lugar de descanso.

A ocasião é uma mistura de alegria e tristeza. Há risos, há lágrimas, tudo banhado em grande afeto e ternura.

Pode ser chocante e difícil de assistir, mas esta ocasião está no cerne do sistema de crenças de Torajan.

Os torajanos não fogem da morte como muitos no Ocidente, eles a consideram o centro de suas vidas. Pois a morte de Torajan não é o fim. Para eles, não há distinção rígida entre os vivos e os mortos. É um continuum gradual – um véu, não uma parede de tijolos.

Quando um parente morre, eles são mantidos em casa por semanas ou até anos. Tratados e falados como se fossem apenas um parente tranquilo e doente. Eles trazem comida e bebida, lavam e até deixam uma tigela no canto como banheiro para eles,

Depois de arrecadar dinheiro suficiente, eles finalmente os enterram em um funeral luxuoso que pode durar uma semana.

Os mortos estão vestidos com suas melhores roupas.

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Ataque em Las Vegas, boate Pulse, Escola Sandy Hook, Columbine: relembre os ataques a tiros da história dos EUA | Mundo

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O governador disse que o suspeito, que ele identificou como Salvador Ramos, de 18 anos, foi morto, aparentemente por policiais que responderam a um chamado no local.

  • Atirador mata 14 crianças e professora em escola no Texas

O ataque aconteceu por volta do meio-dia (horário local) na Robb Elementary School, na cidade de Uvalde, cerca de 130 quilômetros a oeste de San Antonio.

“Ele atirou e matou horrivelmente, incompreensivelmente, 14 alunos e matou um professor. O sr. Ramos, o atirador, ele próprio está morto e acredita-se que os policiais o mataram”, disse Abbott em entrevista coletiva.

Criança em meio a policias após tiroteio em escola de ensino fundamental do Texas, nos EUA, em 24 de maio de 2022 — Foto: REUTERS/Marco Bello

Mais cedo, o distrito escolar de Uvalde postou uma mensagem no Twitter descrevendo o incidente como “um atirador ativo” na Robb Elementary School, acrescentando: “As forças de segurança estão no local. Sua cooperação é necessária neste momento não visitando o local.”

Ataques como esse são relativamente recorrentes nos Estados Unidos. O país discute se é preciso rever as normas sobre armas. O governo do presidente Joe Biden propõe proibir alguns tipos de armas e também melhorar os controles de checagem dos compradores de armas.

Veja abaixo alguns dos ataques na história recente do país.

Escola secundária em Michigan

Em dezembro de 2021, quatro pessoas foram mortas por um homem que entrou com uma arma em uma escola secundária no estado de Michigan.

Além das vítimas fatais, outras oito pessoas ficaram feridas, incluindo um professor.

Gretchen Whitmer, governadora de Michigan, abraça representante do condado de Oakland durante homenagem a vítimas do massacre na Oxford High School — Foto: Jake May/The Flint Journal via AP

Festival de música country em Las Vegas

O ataque ocorrido em outubro de 2017 em Las Vegas deixou pelo menos 59 mortos e mais de 500 feridos. Esse foi o ataque a tiros com maior número de mortos da história dos EUA, de acordo com a Associated Press.

Centenas de disparos foram ouvidos durante o Route 91 Harvest Festival, um festival de música country ao ar livre. A polícia de Las Vegas afirmou que o atirador estava no 32º andar de um hotel perto de onde ocorria o festival.

Atirador de Las Vegas tinha 42 armas e foi achado morto em quarto de hotel

Jovem chora nesta segunda-feira (12) ao visitar o memorial às vítimas do ataque na boate gay Pulse, em Orlando, nos EUA — Foto: REUTERS/Scott Audette

Até então, o massacre mais letal da história moderna havia sido na Boate Pulse, em Orlando, em 12 de junho de 2016. Quarenta e nove pessoas foram mortas e 53 ficaram feridas

Um atirador – que comprou legalmente duas armas de fogo, um pistola e uma arma de cano longo – abriu fogo contra os frequentadores da Pulse, uma boate voltada ao público gay. De acordo com o FBI, ele era Omar Saddiqui Mateen, de 29 anos e cidadão norte-americano, filho de pais afegãos.

Mais de 50 mil pessoas fazem vigília pelas vítimas do atentado na boate Pulse

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O suspeito já havia sido investigado porque havia citado possíveis ligações com terroristas a colegas de trabalho. Ele foi interrogado pelo FBI em duas ocasiões. Ainda segundo a polícia, antes de cometer o crime, ele ligou para o 911 e afirmou ser leal ao grupo Estado Islâmico. Mateen foi morto pela polícia durante o ataque.

Cartucho deflagrado no chão perto em local isolado pela pólícia após ação de até três atiradores em San Bernardino, na Califórnia — Foto: Mario Anzuoni/Reuters

Em 20 de dezembro de 2015, o casal Syed Rizwan Farook e Tashfeen Malik abriu fogo durante uma reunião de funcionários no Inland Regional Center, uma instituição que atende “pessoas com deficiências de desenvolvimento”, em San Bernardino, na Califórnia. Quatorze pessoas morreram no ataque. Os dois suspeitos foram mortos pela polícia.

Crianças se amparam após tiroteio na escola Sandy Hook em Newtown, Connecticut — Foto: Michelle McLoughlin/Reuters

O massacre na escola Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, deixou 26 pessoas mortas – 20 crianças com idades entre 6 e 7 anos e seis adultos – em dezembro de 2012.

Adam Lanza, de 20 anos, entrou armado na escola, disparou contra alunos, professores e funcionários, e cometeu suicídio. Antes, ele havia matado sua mãe, Nancy Lanza, em casa.

O assassino foi com quatro armas para a escola e usou três delas para matar as crianças.

Na época, o presidente dos EUA Barack Obama se emocionou ao falar sobre o tiroteio pela primeira vez. “Sei que não existe um pai nos EUA que não sinta o mesmo pesar que sinto. A maioria dos que morreram hoje eram crianças. Elas tinham a vida toda pela frente, aniversários, formaturas, casamentos, seus próprios filhos”, disse o presidente.

A Universidade Virginia Tech, onde estudam mais de 25 mil alunos, foi palco do maior massacre em uma instituição de ensino dos Estados Unidos, em 16 de abril de 2007. O estudante coreano Cho Seung-Hui, de 23 anos, matou 32 colegas e professores antes de se matar.

A universidade em Blacksburg, no estado da Virginia, foi multada em US$ 55 mil por não ter alertado os estudantes a tempo de que um homem armado estava no campus.

O atirador foi até um dos alojamentos de estudantes e matou duas pessoas. A polícia e a equipe de resgate chegaram ao local rapidamente e encontraram duas vítimas baleadas, um homem e uma mulher. Apesar desse assassinato, as aulas não foram suspensas.

O autor do crime conseguiu fugir do local, o que levou as autoridades a pensarem que ele já tinha abandonado a universidade. No entanto o estudante voltaria a agir duas horas depois, no edifício da faculdade de engenharia Norris Hall, que fica a cerca de 800 metros do alojamento em que atacou primeiro. Neste segundo ataque, provocou a matança indiscriminada de outras 30 pessoas.

Em 20 de abril de 1999, os alunos Eric Harris, de 18 anos, e Dylan Klebold, de 17, mataram 12 colegas e um professor, deixaram outras 23 pessoas feridas, na Columbine High School, em Littleton. Após o crime, eles se suicidaram. A história inspirou a realização do filme “Tiros em Columbine”, de Michael Moore, que ganhou o Oscar de melhor documentário em 2003.

Moradores de Littleton se reúnem em memorial para as vítimas do massacre, em 24 de abril de 1999 — Foto: Mark Leffingwell/AFP

Universidade no Texas,1996

Em Austin, no Texas, Charles Joseph Whitman, subiu na torre do relógio e abriu fogo com um rifle do 28° andar. Ele matou 16 pessoas antes de ser morto pela polícia.

Em 16 de outubro de 1991, George Hennard invadiu com sua caminhonete a cafeteria Luby’s, em Killeen, no Texas, e atirou em 23 pessoas e antes de se matar.

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Fonte: g1.globo.com

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Rússia assume controle da cidade de Svitlodarsk, na região de Donetsk, diz governador | Ucrânia e Rússia

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As forças russas assumiram o controle de três cidades da região de Donetsk, incluindo Svitlodarsk, disse o governador regional Pavlo Kyrylenko a uma filial local da Radio Free Europe/Radio Liberty.

Nesta terça-feira (24), o grupo separatista República Popular de Donetsk, apoiado pela Rússia, disse em uma publicação no aplicativo de mensagens Telegram que suas forças haviam tomado o controle da cidade e substituído a bandeira ucraniana por uma bandeira russa.

Mulher ferida é resgatada do porão após bombardeio em Donetsk

Svitlodarsk fica 80 quilômetros a sudoeste de Sievierodonetsk, o foco dos ataques russos nos últimos dias.

Ucranianos que estavam em Mariupol

Na semana passada, uma parte dos soldados ucranianos que se rendera em Mariupol foram levados justamente para Donetsk, onde receberiam tratamento hospitalar.

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Fonte: g1.globo.com

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Grupo cai de penhasco em passeio na Califórnia; um homem morre e duas mulheres ficam gravemente feridas | Mundo

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Um grupo que fazia um passeio para observar o pôr do sul em uma praia no sul da Califórnia caiu de um penhasco na noite de segunda-feira (23). Um homem de 25 anos morreu na queda, e outras duas mulheres ficaram gravemente feridas, afirmaram autoridades locais.

O quarto integrante do grupo conseguiu escalar de volta o penhasco e chamou a polícia da região, de Palos Verdes.

A polícia afirmou que o episódio foi um acidente e descartou qualquer outra hipótese.

A mãe de Vincent Avila, 25, que sobreviveu à queda, contou à imprensa local que o acidente aconteceu quando uma das mulheres foi até a beira do penhasco, que fica a 90 metros acima do nível do mar, para urinar e caiu. Os outros três amigos, ao tentar resgatá-la, também despencaram do local.

O penhasco de onde o grupo de amigos caiu, em uma praia no sul da Califórnia, em 24 de maio de 2022 — Foto: Associated Press

Após serem alertados por Avila, a polícia então começou as buscas e achou um dos membros do grupo, um homem de 25 anos, já morto no local.

As outras duas mulheres foram retiradas do local da queda com a ajuda de um helicóptero do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, que sobrevoava a área no momento. Ambas foram levadas a um hospital local e estão em estado grave, afirmaram autoridades.

Vincent Avila, que sobreviveu à queda, foi hospitalizado com uma costela quebrada e outros ferimentos leves.

“Foi um milagre”, afirmou a mãe de Avila à imprensa local.

A polícia da região, que fica ao sul de Los Angeles, afirmou que já houve “diversos” acidentes no local nos últimos anos.

Fonte: g1.globo.com

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