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Saúde

6 mitos e verdades sobre a asma que você precisa saber!

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Pneumologista esclarece as principais questões sobre a doença

A asma surgiu no último ano como uma comorbidade Covid-19 (doença de risco). Desde então, muito se tem ouvido falar da doença, bem como dos seus sintomas, riscos, e tratamentos.

 Para dar mais visibilidade ao assunto, celebra-se a 21 de Junho o Dia Nacional de Controlo da Asma. A intenção é suscitar debates sobre a patologia, com o objetivo de ajudar aqueles que dela sofrem e de alertar para os seus perigos.

 De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 262 milhões de pessoas no mundo vivem com asma, e 3% a 10% destes doentes têm a doença na sua forma mais grave. Os dados mostram também que houve mais de 46 mil mortes devido a este problema respiratório a nível mundial. A nível nacional, o Brasil tem 20 milhões de pessoas com asma.

 “Neste mês de Junho, no início do Inverno, enquanto ainda enfrentamos muitos casos de Covid-19, precisamos mais do que nunca de refletir sobre a importância de respirar bem”, diz o Dr. Rafael Faraco, pneumologista, que aponta mitos e verdades sobre a doença.

 Mitos e verdades sobre a asma que precisam de ser conhecidos!

 1 – A obesidade pode causar o aparecimento da asma: VERDADE!

 “Os estudos sugerem que a ação inflamatória do tecido adiposo, pertencente ao excesso de peso, pode levar ao desenvolvimento de inflamação nas vias respiratórias e, como consequência deste processo, a asma”, explica o especialista.

 2 – A asma é uma doença contagiosa: MITO!

 Rafael assegura que uma pessoa não pegará a doença quando viver com um asmático, uma vez que a sua causa é o resultado de diferentes fatores, desde os alérgicos até genéticos.

 3 – O Inverno pode agravar os ataques de asma e outras doenças respiratórias: VERDADE!

 O médico explica que este agravamento é causado pelo hábito de permanecer mais tempo em lugares fechados, com pouco sol e mais umidade. Assim, a proliferação do bolor e do míldio aumenta, alimentando os ácaros.

 4 – A asma pode desaparecer por si só ou ser curada: MITO!

 “A gravidade da doença varia de pessoa para pessoa. Os ataques da asma podem desaparecer com o tempo, principalmente se houver um tratamento adequado. No entanto, a doença não desaparece completamente, porque é uma doença crónica que pode ser tratada, mas não há cura”, diz Rafael.

 5 – Os asmáticos não podem ter animais de estimação: MITO!

 A resposta do pneumologista fará felizes aqueles que gostam de ter um animal de estimação: as pessoas com asma podem, sim, ter animais de estimação! No entanto, ele alerta para algumas necessidades, tais como a limpeza e para garantir que o animal não desencadeará crises alérgicas no doente.

 6 – Os doentes com asma grave são prioritários para a vacinação contra a Covid-19: VERDADE!

 “Esta ideia serve também como um aviso àqueles que subestimam ou desconhecem esta doença que, se não for tratada adequadamente, não só compromete a saúde e a qualidade de vida do doente, como também pode levar à morte”, explica o profissional.

 Ele também nos lembra a importância da imunização anual contra a gripe em pacientes com asma moderada a grave de qualquer faixa etária, é uma medida fundamental para a redução das crises da doença, especialmente num cenário de saturação 2 dos serviços de saúde devido ao aumento do número de casos de Covid-19.

Fonte: Rafael Faraco, pneumologista e membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

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Saúde

Aumente a sua imunidade com 4 saborosos alimentos

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Aumente a sua imunidade com 4 saborosos alimentos

Não perca estes elementos nas suas refeições diárias para fortalecer o seu corpo e combater as doenças invernais

A manutenção de uma dieta saudável, natural e equilibrada é um hábito que se mantém durante todo o ano. Mas no Inverno, é ainda mais essencial manter o sistema imunitário reforçado e capaz de combater as doenças mais comuns durante esta época do ano.

Aqui estão os alimentos que não podem faltar no seu menu diário para fortalecer a sua imunidade.

  1. Frutas cítricas Laranja, limão, tangerina, kiwi, morango, ananás, acerola, uva, cada uma destas frutas tem um nível de acidez que é moldado pela presença de vitamina C. Como é sabido, esta vitamina é muito fundamental no fortalecimento do sistema imunitário, que é normalmente enfraquecido no Inverno devido a mudanças de hábitos. Idealmente, alguns destes frutos deveriam ser consumidos diariamente, inteiros, como numa salada de fruta, para que uma maior quantidade e variedade de nutrientes possa ser absorvida. Mas, também é válido fazer receitas diferentes, como o batido a tomar de manhã: Smoothie de Ananás com Laranja Esta sugestão da Manga com Pimenta é fria, mas ainda vai com o Inverno, porque é muito cremosa e enérgica para começar o dia.
  2. Ingredientes Bananas pequenas, picadas e congeladas:
  3. – 2 unidades; Leite congelado: 250 ml; Sumo de laranja: 1 unidade; Abacaxi (congelado ou não): 2 fatias; Iogurte natural: 150 gramas; Açúcar, mel ou edulcorante: 1 colher de chá; Gelo: 4 seixos. Instruções Num liquidificador, bater todos os elementos até que a mistura se torne cremosa. Servir de imediato.
  4. Farinha de aveia A farinha de aveia melhora o humor, a digestão, a função intestinal, aumenta a energia e fortalece o sistema imunitário. Se puder consumir uma porção ao pequeno-almoço, ainda melhor. É uma boa escolha juntamente com o smoothie da receita anterior. A aveia pode ser adicionada a muitos pratos diferentes, como este simples, que é maravilhoso para o pequeno-almoço: Panqueca de papa de aveia Panquecas quentes e fáceis de fazer, como estas do Made by Choices, são ótimas para o pequeno-almoço ou para um lanche da tarde.
  5. Ingredientes Flocos de aveia:
  6. -1 chávena; Sementes de linho:
  7. -1 colher de sopa Leite:
  8. -1 chávena.
  9. Como preparar Colocar a aveia e o linhaça num misturador e misturar tudo até formar uma farinha. Adicione o leite e bata tudo até formar uma pasta líquida. Aqueça uma frigideira antiaderente e, se desejar, unte-a com um pouco de óleo de coco. Com uma concha, deitar uma porção da massa na frigideira e cozinhar durante cerca de 3 minutos até ficar levemente dourada. Vire a panqueca e cozinhe durante mais 2 minutos do outro lado. Repetir até que a massa esteja pronta e servir.
  10. Castanha do Brasil As castanhas do Brasil são ricas em selênio, um poderoso antioxidante para o corpo. Contêm também vitamina E, magnésio e cálcio que ajudam a fornecer energia, melhorar o funcionamento do coração e fortalecer o sistema imunitário. Pode simplesmente consumir uma porção entre as refeições, bem como fazer várias receitas, como esta opção básica e deliciosa: Biscoitos de castanha-do-pará e quinoa Esta receita do Diário Lactose-Free é sem glúten, sem lactose, e perfeita para um café a meio da tarde.
  11. Ingredientes Flocos de quinoa:
  12. -1 chávena; Farinha de castanha: ¾ chávena Açúcar Demerara: ½ chávena Farinha de arroz:
  13. -1 colher de sopa Cacau em pó:
  14. -1 colher de sopa Ovos:
  15. -2 unidades Óleo:
  16. -3 colheres de sopa Mel:
  17. -1 colher de sopa Instruções Misturar todos os componentes secos numa tigela. Bater os ovos com um garfo com o óleo e o mel. Verter para a tigela e misturar até formar uma massa. Moldar os biscoitos com a ajuda de uma colher e colocá-los sobre uma assadeira untada (não achatar muito as bolas ou elas ficarão secas). Cozer em forno pré-aquecido (180 graus C) durante cerca de 15 minutos.
  18. Mel com Própolis Compre um pequeno frasco de mel com própolis e terá em sua casa um remédio natural para ajudar a combater as doenças respiratórias de Inverno. Além disso, este componente tem acção antimicrobiana, actua nas vias respiratórias, é antibacteriano, antiviral, e anti-inflamatório. Pode ingerir uma colher pura por dia ou adicioná-la ao açúcar em diferentes receitas: Bolo de mel e canela Esta sugestão, do Cookpad, é para um bolo primordial e fofo que vale a pena experimentar.
  19. – Ingredientes Ovos:
  20. – 3 unidades; Farinha de arroz:
  21. -2 chávenas e meia Açúcar castanho: ½ chávena; Mel com própolis: 1 chávena Leite: ½ chávena Canela em pó:
  22. -1 colher de chá Pó de cozedura:
  23. -1 colher de sopa. Instruções Primeiro misturar os ovos com os componentes úmidos, o mel e o leite. Misturar bem. Adicionar o açúcar, a farinha e a canela, deixando a levedura para o fim. Cozer a massa num forno pré-aquecido a 180 graus numa panela untada e enfarinhada durante cerca de 30 minutos.
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Aglomerações, variantes mais infecciosas, gestão confusa: veja semelhanças entre os colapsos na pandemia na Índia e no Brasil

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Paciente com Covid é atendida em hospital de Nova Delhi em foto de 29 de abril de 2021 — Foto: Danish Siddiqui/Reuters

Com recordes diários de infecções e mortes, o país do sul asiático ultrapassou o Brasil e se tornou o epicentro da pandemia de coronavírus no mundo. Entenda quais foram os fatores que levaram às altas nos números.

A Índia vem registrando recordes diários de novas infecções e mortes por Covid-19 e já é considerada o epicentro da doença no mundo. O país, que há poucos meses se via “praticamente livre” da doença, tem enfrentado um colapso no sistema de saúde, com falta de oxigênio e cremações em massa.

A situação atual no país asiático com mais de 1,3 bilhão de habitantes se assemelha à encarada pelo Brasil em março deste ano, quando o país mostrava sinais de colapso. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chegou a dizer, na época, que era a maior crise sanitária e hospitalar da história brasileira.

Na semana passada, a Índia ultrapassou o Brasil em número diário de mortes por complicações do coronavírus no mundo. A média atual da Índia está em 3,4 mil óbitos a cada 24 horas, segundo projeção da plataforma Our World In Data, ligada à Universidade de Oxford.


Nesta segunda-feira (3), o país registrou mais 3,4 mil mortes e 368 mil casos, elevando o total de vítimas para 218,9 mil e o de infectados, para 19,9 milhões. Com isso, a Índia ultrapassou o México e se tornou o 3º país com mais mortes por Covid do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Brasil.
Ainda em março, quando o Brasil passava por sua pior fase na pandemia com a maior média diária de mortes por Covid-19 do mundo, o governo indiano declarou que por lá ela estava “em fase final”. Enquanto o Brasil começa a ver alguma redução na incidência de casos e mortes, a Índia quebra recordes diários.

Raio-x: Índia e Brasil — Foto: Elcio Horiuchi/G1
Raio-x: Índia e Brasil — Foto: Elcio Horiuchi/G1
Os cenários da pandemia na Índia e no Brasil têm algumas características similares:

Variantes mais infecciosas
Gestão governamental confusa
Eventos de alta transmissão
Ritmo lento de vacinação

Veja abaixo o detalhamento de cada uma delas:

1. Variantes mais infecciosas

Rajib Dasgupta, diretor do centro de medicina social da Universidade Jawaharlal Nehru, em Nova Delhi, disse em entrevista ao G1 acreditar que a segunda onda na Índia acontece “provavelmente, e de forma mais significativa” por conta das mutações, ou variantes, registradas no país.

Suspeita de ser um dos motivos da segunda onda na Índia, a variante B.1.617 já foi detectada em pelo dezenas de países – mas a variação não explica sozinha o tamanho da crise na Índia, com um disparo no número de infecções registrado em abril.

O epidemiologista brasileiro Paulo Lotufo acredita que a presença das variantes está “muito pouco” relacionada ao aumento no número de casos de Covid-19 tanto na Índia como no Brasil (por aqui, a variante P.1 foi identificada como mais transmissível), e mais à ausência de políticas eficientes de distanciamento social.

“As variantes somente aparecem quando há descontrole social”, disse Lotufo.

O professor Rajib Dasgupta comenta que um dos sinais de que a variante indiana tenha contribuído com a segunda onda na Índia é sua incidência em dois estados: Punjab e Maharashtra.

“Esses dois estados representavam um terço dos casos até o final de março de 2021”, disse Dasgupta. “Isso tem como pano de fundo, é claro, a falta de níveis adequados de práticas e comportamentos preventivos.”

Média diária de casos de Covid no Brasil e na Índia — Foto: Anderson Cattai/G1

Média diária de casos de Covid no Brasil e na Índia — Foto: Anderson Cattai/G1

Em 29 de dezembro de 2020, a Índia reportou seis casos da variante do Reino Unido (B.1.1.7) entre viajantes internacionais. A B.1.617 (duas mutações – E484Q e L452R) detectadas pela primeira vez em meados de fevereiro.

As linhagens B1.1.7 e a B1.617 são atribuídas à contribuição com os surtos nos estados de Punjab e Maharashtra, respectivamente.

No Brasil, a presença da variante P.1, identificada pela primeira vez em viajantes japoneses que estiveram em Manaus, é apontada como responsável pelo aumento no número de infecções na capital amazonense.

A variante brasileira é apontada pelos cientistas como mais transmissível por conta de mutações na proteína S, que acopla o vírus às células humanas. As variantes sul-africana e britânica também foram identificadas no país e têm grande potencial de infecção.

2. Gestão governamental confusa

O presidente Jair Bolsonaro ao lado do primeiro-ministro Narendra Modi durante cerimônia de comemoração do Dia da República da Índia em foto de janeiro de 2020 — Foto: Alan Santos /PR
O presidente Jair Bolsonaro ao lado do primeiro-ministro Narendra Modi durante cerimônia de comemoração do Dia da República da Índia em foto de janeiro de 2020 — Foto: Alan Santos /PR

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, pareceu lidar bem com uma primeira onda da pandemia, ainda em 2020. O país de 1,3 bilhão de habitantes conseguiu cumprir com a difícil tarefa de impor um lockdown nacional.

Com o fechamento do comércio em grandes centros, houve um fluxo de pessoas para o interior, o que é apontado como uma das causas para a dispersão do vírus no país que tem sofrido diariamente com hospitais colapsados e cremações em massa.

Em um momento de estabilidade no número de casos, ainda antes da nova onda que já leva milhares de vidas diariamente no país, Modi chegou sugerir a prática de ioga como forma de se criar um “escudo protetor de imunidade” contra o coronavírus.

A sugestão não tem como base nenhuma evidência científica e pode inclusive piorar a situação da pandemia, uma vez que a prática de ioga é muitas vezes comunitária e o vírus da Covid-19 é transmitido pelo ar, entre as pessoas.

Os comícios do Bharatiya Janata Party (BJP), partido do primeiro-ministro indiano, continuam a ocorrer e a levar multidões às ruas mesmo com os recordes diários de casos e mortes.

A posição do líder indiano sobre a pandemia sofreu algumas mudanças e, no início do ano, Modi apostou em uma política baseada na distribuição de vacinas – tanto dentro do seu território, como enviando para países aliados.

“A Índia foi bem-sucedida em salvar tantas vidas, nós salvamos a humanidade toda de uma grande tragédia”, disse Modi em janeiro, durante o Fórum de Davos. Três meses depois, o país registrava mais de 2 mil mortes diárias.

A Índia conta com um dos maiores centros de produção de vacinas no mundo, onde é fabricada parte das vacinas usadas inclusive no Brasil.

A disparada de casos e mortes ocorreu após o ministro da Saúde indiano, Harsh Vardhan, ter falado em “fase final da pandemia” em março e ter flexibilizado as medidas de combate à pandemia, liberando comícios eleitorais e festivais religiosos (leia mais adiante).

Ele disse ainda que o governo de Narendra Modi era um “exemplo para o mundo na cooperação internacional”.

Em comparação, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que chegou a comparar a Covid com uma “gripezinha” no primeiro semestre de 2020, recusou onze ofertas formais de fornecimento de vacinas contra a Covid-19.

Assim como o chefe da saúde da Índia, Bolsonaro também disse que a pandemia estava acabando no Brasil semanas antes do surto que atingiu Manaus e levou o sistema de saúde a um colapso com a falta de oxigênio.

“Me permite falar um pouco do governo, que ainda estamos vivendo o finalzinho de pandemia. O nosso governo, levando-se em conta outros países do mundo, foi aquele que melhor se saiu, ou um dos que melhores se saíram na pandemia”, disse Bolsonaro em dezembro de 2020.

Bolsonaro chegou a suspender a compra das vacinas desenvolvidas pelo Instituto Butantan (SP) em parceria com a chinesa Sinovac e até disse, em uma rede social, que a vacina causaria morte e invalidez. O presidente brasileiro também promoveu aglomerações e se coloca publicamente contrário ao lockdown.

Bolsonaro ainda entrou em choque com governos estaduais por ser contrário a medidas de restrição, além de ter tido quatro ministros da Saúde desde o começo da crise da Covid-19.

3. Eventos de alta transmissão

O governo indiano atribui a explosão de casos e mortes ao não uso de máscaras pela população e ao desrespeito ao distanciamento social – e o próprio governo, que em um primeiro momento defendeu um lockdown nacional, agora se recusa a aplicá-lo novamente, tentando responsabilizar as autoridades estaduais pela situação fora de controle.

“Reuniões de quaisquer tipos podem contribuir com o aumento da transmissão. No entanto, as recentes grandes aglomerações – religiosa e política – acompanharam o surgimento das formas mutantes”, disse Dasgupta, de Nova Delhi.

No início de abril, um festival hindu promoveu aglomeração nas margens do rio Ganges (veja no vídeo acima). No Brasil, segundo explica Lotufo, o aumento no número de infecções esteve relacionado não somente às festas irregulares, aglomerações em bares, restaurantes e em celebrações religiosas, mas também com feriados importantes, como o Natal.

4. Ritmo de vacinação no Brasil e na Índia

Média de vacinas contra a Covid aplicadas por dia no Brasil e na Índia — Foto: Anderson Cattai/G1

Média de vacinas contra a Covid aplicadas por dia no Brasil e na Índia — Foto: Anderson Cattai/G1

Brasil e Índia avançam lentamente com seus programas de vacinação, atingindo pouco mais de um décimo de toda a população até o momento. Os dois inclusive dividem um dos mesmos imunizantes: tanto aqui como lá, a vacina da AstraZeneca integra a campanha nacional de vacinação.

O professor Rajib Dasgupta reforçou que a vacinação é eficaz – mas disse que é preciso que boa parte da população receba as duas doses e que uma pequena parcela dos indianos foi vacinado com ao menos a primeira dose da vacina.

“A vacinação é eficaz, como nós sabemos, duas semanas após a segunda dose e para um nível razoável de três semanas após a primeira dose”, disse Dasgupta. “A vacinação ajuda a aumentar a imunidade em nível populacional, o desafio imediato é ser capaz de oferecer cuidados clínicos, principalmente nas UTIs.”

O governo indiano começou sua campanha de vacinação contra a Covid-19 em 16 de janeiro, um dia antes da primeira dose ser aplicada no Brasil. O país faz uso de dois imunizantes, ambos produzidos localmente: Covaxin e Oxford/AstraZeneca – a mesma do Brasil, que também usa a Coronavac.

Até o dia 29 de abril, mais de 163 milhões de indianos receberam ao menos uma dose da vacina – o número equivale a cerca de 8% da sua população total. Mesmo começando antes e tendo a produção local de vacinas, a Índia tem vacinado sua população muito lentamente.

vacinas, a Índia tem vacinado sua população muito lentamente.

O epidemiologista brasileiro Paulo Lotufo concorda com o especialista indiano. Segundo ele, a vacinação ainda não desacelerou o ritmo de transmissão porque a cobertura “ainda é baixíssima” nos dois países.

Até o dia 29 de abril, o Brasil havia aplicado ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19 em 31,2 milhões de pessoas. O número cobre cerca de 14% da população.

Fonte: Fabio Manzano, G1

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CoronaVac é eficaz contra variante brasileira do coronavírus, aponta estudo feito com mais de 67 mil profissionais de saúde de Manaus

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Imunizante demonstrou efetividade de 50% após 14 dias da primeira dose. Estudo foi feito por pesquisadores de instituições nacionais e internacionais e servidores das secretarias da Saúde de Manaus e São Paulo.

Um estudo feito com mais de 67 mil profissionais de saúde de Manaus aponta que a vacina Coronavac tem 50% de eficácia contra a variante brasileira do coronavírus identificada pela primeira vez em Manaus, a P.1.

De acordo com os dados, a efetividade foi confirmada 14 dias após a primeira dose.

O estudo é realizado pelo grupo Vebra Covid-19, que envolve pesquisadores de instituições nacionais e internacionais e servidores da secretaria de saúde do estado do Amazonas e de São Paulo e da secretária de saúde no município de Manaus e São Paulo.

Variantes no Brasil

A eficácia da Coronavac contra as variantes do coronavírus já era defendida pelo governo paulista desde o início do mês passado.

Em coletiva no dia 3 de março, o governador João Doria e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmaram que um estudo preliminar feito em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) mostrou que o imunizante é eficaz contra as três principais variantes do Sars-Cov-2 que circulam no país.

O governo de São Paulo, no entanto, não apresentou detalhes da pesquisa científica sobre os dados na ocasião.

Fonte: g1.globo.com

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Fiocruz e Butantan preveem entregar 27 milhões de doses em abril, mesmo sem receber novos lotes de insumos importados

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Chegada dedoses de CoronaVac ao RS — Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

Número é uma estimativa que considera apenas doses que podem ser envasadas com matéria-prima importada que já está no país. Butantan prevê a chegada de ao menos mais um lote de insumos no próximo mês.

A campanha nacional de vacinação contra a Covid-19 deve receber em abril ao menos 27 milhões de doses da CoronaVac e da vacina de Oxford, de acordo com dados dos institutos responsáveis pela fabricação. A previsão considera apenas o que pode ser entregue com matéria-prima que já foi importada, ou seja, a entrega dessas doses não depende da chegada de novos lotes do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA).

Veja abaixo um panorama com informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto Butantan:

Status da produção na Fiocruz

  • Contrato com ministério: 104,4 milhões de doses no 1º semestre e 110 milhões no 2º semestre
  • Doses entregues: 5,8 milhões (1,8 milhão de doses envasadas no Brasil e mais 4 milhões importadas prontas)
  • O que ainda é possível entregar com o IFA já recebido: 25,2 milhões de doses
  • Entrega prevista para abril: Fiocruz diz que entregará 18,8 milhões de doses envasadas no Brasil
  • Insumo (IFA) recebido: Cerca de mil litros, suficientes para 27 milhões de doses

Status da produção no Butantan

  • Contrato com ministério: 46 milhões até 30 de abril e 54 milhões até agosto
  • Doses entregues: 32,8 milhões (26,8 milhões envasadas no Brasil e 6 milhões importadas prontas)
  • O que ainda é possível entregar com o IFA já recebido: 8,2 milhões
  • Entrega prevista para abril: Butantan diz que entregará 13,2 milhões de doses, e aguarda novo lote de IFA
  • Insumo (IFA) recebido: 19,2 mil litros, suficientes para produzir 35 milhões de doses

Atrasos no IFA e problemas de produção

A produção da Fiocruz sofreu atrasos que começaram com problemas na importação do IFA. Eram aguardados ainda em janeiro insumos suficientes para 15 milhões de doses, como disse o então ministro Eduardo Pazuello. Ele explicou que, como compensação pelo atraso, a AstraZeneca se comprometeu a entregar 12 milhões de doses prontas.

Mas os atraso continuaram em fevereiro, travando a utilização da fábrica que é capaz de produzir até 1,4 milhão de vacinas por dia e impedindo as primeiras entregas previstas já para a segunda semana daquele mês. Além disso, em março, o Instituto Serum, da Índia, que fornece o insumo, também notificou o atraso no envio das doses prontas. Das 12 milhões aguardadas, apenas 4 milhões de doses prontas foram entregues.

A Fiocruz ainda teve que lidar com um problema em uma linha de produção, o que provocou a paralisação de uma semana no processo de produção no começo deste mês. De acordo com “O Globo”, o problema foi em uma máquina que tampa os frascos da vacina.

No caso do Butantan, o instituto conseguiu acelerar o envase e destaca protagonismo na vacinação apontando que é responsável atualmente por “nove em cada dez vacinas contra Covid-19 aplicadas no Brasil”. O instituto espera ao menos um novo lote de IFA na próxima semana, que seria suficiente para produzir 3 milhões de doses. Com mais esse total, o instituto chegaria a 44 milhões de doses.

Para fechar o primeiro contrato com o governo federal, ainda precisa receber insumos para outras 2 milhões de doses necessárias para chegar aos 46 milhões.

Previsões e acordos com o Ministério

A Fiocruz informou ao G1 que têm a previsão de entregar 18,8 milhões de doses da vacina de Oxford/Covishield para o Ministério da Saúde em abril. Por sua vez, o cronograma do ministério para abril é diferente e prevê 21,1 milhões de doses envasadas e mais 2 milhões de doses já importadas prontas. Tanto Fiocruz quanto o Ministério não esclareceram a diferença entre as previsões.

Para os próximos meses, segundo a Fiocruz, mais três lotes de IFA têm previsão para embarcar em abril. Em maio, serão mais quatro remessas e, em junho, será enviado o último lote. A expectativa da fundação é entregar 104,4 milhões de doses de vacinas no primeiro semestre e mais 110 milhões no segundo semestre.

Nesta segunda-feira, o Butantan entregou mais cinco milhões de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde, totalizando 32,8 milhões de doses desde o início de janeiro. Até agosto, o instituto trabalha para entregar outras 54 milhões de doses, totalizando 100 milhões.

Desde janeiro, o Butantan já recebeu três carregamentos de insumos, totalizando 19,2 mil litros de IFA para a produção de 31,3 milhões de doses da CoronaVac. Além disso, o instituto também entregou ao Ministério da Saúde 6 milhões de doses prontas vindas da China.

Riscos de atrasos em março

Em março, três entre as quatro vacinas previstas correm risco de não entregar o número previsto pelo governo. No cronograma, o Instituto Butantan deveria entregar 23,3 milhões de doses em março. Até esta segunda-feira, foram entregues 17,6 milhões de doses em 8 datas ao longo do mês. Ainda são aguardadas 5,7 milhões de doses, que teriam que ser produzidas e entregues até quarta-feira (31).

consórcio Covax Facility entregou o primeiro lote com 1.022.400 de doses do imunizante da Oxford/AstraZeneca fabricado na Coreia do Sul no domingo (21). A previsão total para março era de 2.997.600 de doses, mas a diferença, de 1.975.200, deveria chegar também até a quarta-feira.

Já a Fiocruz informou a entrega de 1,8 milhão de doses em março. A previsão do cronograma é de 3,8 milhões e, segundo a instituição, estão previstas novas entregas que irão garantir os lotes combinados.

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